Segundo NM que cita Lusa, o objetivo dos membros democratas do Senado (câmara alta do Congresso norte-americano) é forçar os republicanos a pronunciarem-se sobre a medida anunciada por Donald Trump.
Responsáveis do Governo garantiram que entre os beneficiários poderão figurar alguns dos acusados pelo assalto ao Capitólio em 06 de janeiro de 2021 que já receberam um perdão presidencial emitido por Trump.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que "o fundo corrupto de quase dois mil milhões de dólares [cerca de 1,7 mil milhões de euros] de Trump é o seu ato mais descarado de benefício pessoal e um dos esquemas mais corruptos alguma vez promovidos por um Presidente".
"Os democratas do Senado não o permitirão", continuou segundo a mesma fonte.
Por isso, garantiu que os democratas coordenarão esforços para eliminar o "fundo corrupto antes que saia um cêntimo".
"Independentemente do que os republicanos façam, obrigá-los-emos a votar", sublinhou Schumer.
A questão do fundo ameaça dividir o bloco republicano, no qual já se ouvem vozes contrárias ao plano de Trump, que manifestam a sua preocupação com o facto de o dinheiro público ser utilizado para indemnizar pessoas que já foram condenadas pela Justiça.
Alguns senadores republicanos, como Susan Collins ou Thom Tillis, criticaram o plano por o considerarem um caso de utilização partidária de recursos públicos.
Conforme a fonte deste jornal, uma juíza federal da Virgínia suspendeu temporariamente o fundo na semana passada, depois de várias associações terem apresentado uma ação judicial contra a medida.
A ordem da juíza estabelece que a administração Trump não pode tomar qualquer medida "relativa à criação ou ao funcionamento do Fundo contra a Instrumentalização", o que inclui a "transferência de dinheiro", "a apreciação de qualquer reclamação apresentada" ao mesmo e o "desembolso de quaisquer fundos".






Reportar
Os meus comentários