O exército israelita classificou hoje a Cidade de Gaza como uma "zona de combate perigosa", mas não pediu a saída imediata da população, quando Israel ameaça lançar uma grande ofensiva militar contra o grupo islamita Hamas.
"Apartir de hoje, a pausa tática local na atividade militar não se aplicará à área da Cidade de Gaza, que constitui uma zona de combate perigosa", de acordo com um comunicado militar publicado na rede social X.
Esta "pausa tática local" diária foi anunciada no final de julho para a Cidade de Gaza e outras zonas da Faixa de Gaza, referiu o exército israelita, para "permitir a passagem segura de comboios da ONU" e de organizações não-governamentais (ONG) humanitárias para o território palestiniano devastado pela guerra, que teve início em outubro de 2023.
A Defesa Civil em Gaza registou 33 mortes em território palestiniano desde a madrugada de hoje. O exército israelita não comentou de imediato após ter sido contactado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Apesar da crescente pressão, tanto internacional como interna, para colocar um fim à guerra, o exército israelita afirmou na quinta-feira que "continuava as operações" em todo o território.
Na quarta-feira, o exército afirmou que a evacuação da Cidade de Gaza era inevitável, dada a decisão de Israel de assumir o controlo da cidade, a maior do território.
Israel já tinha afirmado que a Cidade de Gaza é um bastião do Hamas, com uma rede de túneis que continua a ser utilizada pelos militantes do grupo islamita palestiniano.
A cidade alberga também parte da infraestrutura crítica e das instalações de saúde do território. As Nações Unidas disseram na quinta-feira que o enclave palestiniano pode perder metade da capacidade de camas hospitalares se Israel mantiver os planos de invasão.
A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa
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