"Desejo reafirmar o nosso apoio inabalável a Teerão e a nossa solidariedade para com os nossos amigos iranianos", declarou Vladimir Putin numa mensagem a Mojtaba Khamenei, filho do 'ayatollah' Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
Putin afirmou que "a Rússia tem sido e continuará a ser um parceiro de confiança" do Irão.
"Numa altura em que o Irão enfrenta uma agressão armada, o seu mandato neste alto cargo exigirá, sem dúvida, grande coragem e dedicação. Estou confiante de que dará continuidade honrosa ao trabalho do seu pai e unirá o povo iraniano face aos difíceis desafios que enfrenta", afirmou o chefe de Estado russo.
Putin ainda desejou ao novo líder supremo iraniano "sucesso" nas "difíceis tarefas" que enfrenta, assim como "boa saúde e força de espírito" no cargo que assume.
O filho do falecido Ali Khamenei foi eleito o novo líder supremo da República Islâmica do Irão pela Assembleia de Peritos, numa decisão tomada dez dias após a morte do seu pai e antecessor, no início dos ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
'Ayatollahs' iranianos e membros do Parlamento apelaram à aceleração da eleição do novo líder supremo, enquanto Israel prometeu, no domingo, bloquear a nomeação, e o Presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu que influenciaria o processo e avisou que o candidato escolhido não duraria muito tempo sem antes obter a sua aprovação.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão.
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.
A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa






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