terça-feira, 28 julho 2026

Eurocentrismo / Afrocentrismo

 

O Eurocentrismo, enquanto ensinamento doutrinário, instrui que a cultura europeia foi a pioneira das civilizações pela sua historicidade informativa à volta do mundo, com enfoque para os povos colonizados, e sendo a única e verdadeira. Uma falácia. Todo o povo é naturalmente dotado de cultura, mais e menos desenvolvida, mas sempre prevalecente. Um encontro de culturas se deu entre viajantes aventureiros e naturais hospitaleiros a partir do século 15 (XV).

 

 

 

Os valores culturais e civilizacionais europeus a defender pelos eurocêntricos dos séculos passados, como a modernidade, não toleram a visão de igualdade entre etnias, a possibilidade de partilha do espaço entre todos os oriundos continentais, senhores inquilinos do planeta.

Porventura, a inferioridade está enraizada na cultura e na mentalidade do colonizador para o colonizado. Assim, também, a superioridade está no aceitar a fragilidade humana e superar as dificuldades enquanto uma aflição de todos.

Para os devidos efeitos, é necessário construir consensos de absoluta prontidão, com vontade de corrigir o errado, prontos para combater e vencer as insuficiências climáticas, as desertificações, defender a biosfera e a biosmarinha, com a prevenção contra a libertação de gases tóxicos que contaminam a atmosfera como fim da existência de vida, e, por fim, limitar a emigração pela criatividade dos meios e condição de subsistência humana condigna no seu habitat natural, como uma escravatura requerida, mas mesmo assim indesejável, sendo apenas, e por outro nome, o contrato de prestação de serviços.

O Eurocentrismo, enquanto ensinamento doutrinário, instrui que a cultura europeia foi a pioneira das civilizações pela sua historicidade informativa à volta do mundo, com enfoque para os povos colonizados, e sendo a única e verdadeira. Uma falácia. Todo o povo é naturalmente dotado de cultura, mais e menos desenvolvida, mas sempre prevalecente. Um encontro de culturas se deu entre viajantes aventureiros e naturais hospitaleiros a partir do século 15 (XV).

O Eurocentrismo acomoda os eurocêntricos, mas que se trocam para europeístas, os construtores da União Europeia (atualmente a Comunidade Económica Europeia dos vinte sete estados-membros), estando em expansão uma autêntica federação de estados no continente europeu, uma cópia de autenticidade americana apenas possível com a organização de um exército dissuasor comum. Para muitos estados este é um símbolo de identidade, a bandeira da união um exemplo para as nações a imaginar para emergir e implementar nos distintos continentes.

O Eurocentrismo como teoria científica especulativa foi concebido pelo Conde de Buffon, para, pelo estudo de seres vivos existentes, incluir o humano de prova de inferioridade, debilidade e deformação de caráter, de toda a existência física vivente fora do cercado europeu na base do princípio, uma conclusiva ciência moderna da biologia que consistia provar a fonte da existência do saber ou do conhecimento da Europa e para a África que data de 1707–1788, período antecedente à Revolução Francesa em 1789, a era do iluminismo dos proeminentes filósofos Rousseau e Voltaire.

O Eurocentrismo adota a postura política e intelectual que separa os dois mundos. A saber: o homem europeu é o ser superior, modelo comparativo aos outros demais homens, por um longo período secular tanto na África como na Ásia, continentes de gentes sem classe, sem raciocínio e sem evolução para o desenvolvimento, ou assim querem que se acredite.

Já a América, um mundo de seres humanos incultos a acompanhar a natureza, uma idiotice normal na época donde a fonte do arianismo e da ideologia nazista admite a separação e qualificação das raças, privilegiando a branca, bendita e pura. Tudo isto é um racismo científico errante e cotangente pela negativa, resultante no genocídio de judeus e ciganos concentrados em campos durante a 2ª Guerra Mundial, hoje lamentável e condenável pela geração presente.

Antes, com a divisão e ocupação da África, a matança sem motivo aparente dos naturais africanos no Congo a mando do carcamano Rei Leopoldo da Bélgica, e de igual modo o extermino dos Índios no Norte e Sul americano, foi feito sem perder o sentido da hipocrisia, com a comercialização seguida de tráfico de escravos negros de e para outro continente, expugnável pela civilização atualizada, por outras palavras, o Eurocentrismo!

O Eurocentrismo limitou a confiança, subiu a desconfiança entre os seres humanos, onde o desconforto que não apagou da memória daqueles vitimados após o descolonizado com a retribuição da cidadania com a ascensão à autodeterminação e independência.

O Eurocentrismo é muitas vezes resultante das políticas geoestratégicas aceites para a unificação da Europa, e oxalá se consolide para o bem com a devolução da paz e tranquilidade no mundo, beneficiando das condições naturais que o planeta oferece, ausente de gananciosos, usurpadores, manipuladores e assaltantes, dizendo não ao imperialismo.

O Eurocentrismo é visto ou como uma ideologia humana ou como uma doutrina divina, mas nenhuma das hipóteses serve para crescimento das mentalidades, de emancipação, da cultura e elevação da alma. Quem roga perdão, transforma-se em pessoa humana, um iluminista digno e condigno. Roga-se a Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente dos afetos, que no seu, e no nosso, tempo, se veja a absoluta reconciliação dos povos.

Em Cabo Verde, o povo desembarcado é logo esquecido pela abolição da escravatura espalhada pelas inóspitas e sedentas ilhas, ora povoadas ou a despovoar, pelos efeitos nefastos do crescimento e desenvolvimento econômico, pelo tráfico dos humanos (emigração clandestina através do contrato temporário).

Além-fronteiras, a mais martirizada de todas as causas, dos efeitos do eurocentrismo, tornam-se incomunicáveis pela falta de asas voadoras e jangadas para uma ligação entre as ilhas e as comunidades diaspóricas, mas também pela falta de incumprimento de produção e produtividade a recorrer à industrialização dos recursos do mundo subaquático, e tornar verde as terras emergidas no bom sentido meritocrático para fazer funcionar e resultar os estapafúrdios governantes. 

Injusto serei se fingir, ou deixar em dúvida, a existência do Afrocentrismo, um derivado do Eurocentrismo, as suas causas e efeitos em direta correlação.

O Afrocentrismo ideológico estuda a verdade sobre a história real do continente, o povo e ancestralidades africanas, na procura de estatuto político adequado que fortaleça para uma nova postura panafricanista, com devido implante do nacionalismo enquanto orgulho étnico e psicológico, com uma postura firme contra o racismo a nível global, através dos afrodescendentes da antiga colónia inglesa nas Américas.

Pela história se aprende que os antigos habitantes do Egito eram de cútis negra, naturalmente porque eram escravos desterrados e jamais seres exóticos, mas sim, seres humanos de merecida Afrocentralidade.

Em verdade, o Afrocentrismo surge como alternativa paradigmática ao Eurocentrismo, uma filosofia afro-americana dos anos de 1980, fazendo valer que a África, em toda a sua ancestralidade histórica, se conclui que foi berço da civilização nas diversificadas áreas do conhecimento e saber, das ciências, das artes, da religião, na comunicação e política, assim defendem os estudiosos Anta Diop e Obenga, assim como outros distintos focalizados no princípio da descoberta, da originalidade no espaço da filosofia linguística africanista, não euro- africanista, assim resta provar.

O Afrocentrismo é também uma ideologia de resgate dos valores africanos, multifacetada pela ciência, pelo raciocínio teórico, de idealização para o futuro em defesa da identidade coletiva, e poderá contribuir para o confronto com o Eurocentrismo, como imperialismo sociocultural.

O Afrocentrismo de utopia à religião, ou simples prolongamento do europeísmo negro, encontra-se à procura de identidade e autodeterminação na diáspora africana, aceite como afro-americana pelos descendentes ainda sem integração social plena, que pela convicção e rebeldia, se encontra ligada a um passado de triste memória.

Contudo, é de admitir que na época o comportamento e relacionamento entre todos era mais ou menos favorável era aquela, a mais credível e aceitável com o virar da página, a escrita, e assim a história continua.

Pela dicotomia, a ideia de ser Eurocentrista ou Afrocentrista na atualidade é uma escolha de postura, de opção e de oportunidade que passa pela terapia de sanidade de foro mental para alcançar e avançar com o processo que guia o ser humano a acreditar de que a igualdade se torna possível pelo respeito a bem da dignidade entre as pessoas.

Como raciocínio final: tanto o Eurocentrismo como o Afrocentrismo são ambas ideologias abomináveis!

Nenhuma geração será julgada e condenada pelos crimes cometidos pelos seus antecessores, contando que respeitem o tempo e a história. Com todos ao trabalho, a contribuir para o bem estar e felicidade de todos, só esse será o melhor caminho para a salvação.

 ...

Cidadela, junho de 2024

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Comentários

Soares
16 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
20 dias atrás

Boa sorte

Terra
11 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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