segunda-feira, 15 junho 2026

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São Vicente/Caso de Busca na CMP: “É de extrema gravidade que um partido como PAICV ataque a justiça” – Ulisses

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O presidente do Movimento para a Democracia (MpD, poder), Ulisses Correia e Silva, apontou o dedo ao Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), a oposição que acredita estar a “atacar” a justiça.

 

“Num Estado de direito democrático ninguém está acima da lei, ninguém está fora da alçada dela, nem cidadãos, nem governantes e nem presidentes de câmaras”, sustentou o líder do MpD.

 

O também chefe do Executivo fez as acusações na noite de sexta-feira, 12, num jantar com militantes, simpatizantes e amigos do partido para assinalar a abertura do ano político, num dos hotéis da cidade do Mindelo.

Ulisses Correia e Silva reagia à acusação do presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, cuja câmara esteve na sexta-feira a ser alvo de buscas por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Francisco Carvalho, em publicação na internet, acusou a PGR de actuar sob influência política, afirmando que a intervenção constitui uma tentativa de impor “uma vontade política ao nível do município da Praia”, associando essa actuação à expressão “custe o que custar”, ao primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

Ulisses Correia e Silva respondeu afirmando que MpD e o seu Governo não interferem na justiça e respeitam a justiça, juízes e sistema judicial.

“Num Estado de direito democrático ninguém está acima da lei, ninguém está fora da alçada dela, nem cidadãos, nem governantes e nem presidentes de câmaras”, sustentou o líder do MpD.

Por isso, o seu partido, conforme a mesma fonte, considera de “extrema gravidade”, que um partido como PAICV “ataque” a justiça.

“Aquilo que não querem falar aqui é que juízes, procuradores, o procurador-geral da República, todos os magistrados são influenciáveis, são manipulados”, considerou.

Ulisses Correia e Silva reiterou e disse que é de “alta gravidade” que um partido que quer ser poder, que quer ser Governo, estar a acusar o MpD e o Governo de usar a justiça para fazer perseguição política.

“Se não respeita a justiça na oposição, não respeitará a justiça se um dia for poder”, acrescentou o presidente do MpD, para quem este é um sinal “extremamente perigoso” para um Estado de Direito.

Lembrou que câmaras municipais ligadas ao seu partido foram objecto de buscas, mas “nunca” o partido ou o Governo acusou a justiça de manipulação, interferência e nem de utilizar meios para determinar determinados fins.

“Quem não deve, não teme”, concluiu Ulisses Correia e Silva.

A Semana com Inforpress

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