A Comissão Nacional de Eleições (CNE) convocou esta manhã uma conferência de imprensa na sua sede, em Bissau. Os responsáveis da instituição, que foi invadida pelos militares na véspera das eleições, falaram aos jornalistas durante menos de cinco minutos para anunciar a impossibilidade de divulgar os resultados eleitorais e explicar os motivos da anulação do processo eleitoral.
As instalações da CNE permanecem cercadas por militares, com a presença de homens armados também no interior do recinto.
Esta foi a primeira aparição pública do presidente da CNE desde a sua libertação, no domingo. Não prestou declarações e surgiu com uma expressão séria e preocupada, acompanhado pelo secretário-executivo adjunto da Comissão, Idrissa Djaló.
Foi este quem tomou a palavra, confirmando o que já havia sido comunicado ontem à delegação da CEDEAO: que a Comissão não dispõe do material necessário para anunciar os resultados eleitorais.
Idrissa Djaló explicou que, no dia em que os militares tomaram o poder, homens armados e encapuzados invadiram as instalações da CNE, onde se encontravam cerca de 45 pessoas.
Confiscaram telefones, computadores, equipamentos e todo o material eleitoral. Naquele momento, a CNE tinha apenas na sua posse as actas de apuramento originais da região de Bissau.
Quanto às actas das outras regiões do país, foram igualmente interceptadas e confiscadas pelos militares, antes mesmo de chegarem a Bissau, acrescentou o porta-voz.
“Se falha uma etapa essencial, falha todo o processo”, concluiu a CNE.
Esta conferência marcou a primeira aparição pública do presidente da instituição. Npabi Cabi esteve detido durante cinco dias aqui mesmo nas instalações da CNE, juntamente com os seus secretários-executivos, também detidos.
Npabi Cabi não pronunciou uma única palavra, mantendo uma expressão séria visívelmente preocupada, e os jornalistas não foram autorizados a fazer perguntas.
As instalações da CNE permanecem cercadas por militares, com a presença de homens armados também no interior do recinto.
Npabi Cabi continua "sob protecção" dos militares. Relatos indicam que o presidente da CNE teme pela sua segurança e apela a comunidade internacional a garantir a sua protecção assim como a da sua família.
A Semana com RFI







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