O colaborador deste jornal, Efrem Soares, denuncia ser alvo de despromoção e colocado, por alegada política de extrema-deireita, na prateleiras por exprimir, em ortigo de opinião neste jornal, críticas sobre o funcionamento da Etectra, onde trabalha há vários anos. Em artigo de opinião que se segue, Efrem, que se define como autodidacta desiludido, informa que está, neste momento, a responder um processo disciplinar movido pela EDEC, que resulta da recente reestruturação da Electra.
«Se é por causa disso que estão querendo me penalizar, no fim de uma carreira profissional de sucesso, resta-me desejar boa sorte com a nova forma da governação do País e das empresas da produção e distribuição de energia e água de Cabo Verde, que um dia foram a minha empresa, ELECTRA, que independentemente de qualquer injustiça vai estar sempre no meu coração. Gratidão à ELECTRA, Deus é pai», desafia no artigo referido.
«Acabei por ser banido, por opção politica de extrema-direita e colocado na prateleira, modalidade praticada na empresa ultimamente, por ter feito um anúncio no jornal online A Semana, em 08/01/2025, falando do atraso na construção da central da expansão da produção de energia no Sal, por quase oito anos, e no dia 29/10/25, foi vítima do processo disciplinar, por escrever na minha pagina do Facebook, que” a ELECTRA é uma das empresas onde a incompetência está chefiando, porque não as consigo chamar de liderança infelizmente, criaram a cultura da prateleira e a direção dos recursos humanos é uma miragem”», lê -se no artigo em causa.
«Empresa ELECTRA, que pertenci no passado, porque agora sou quadro técnico da EPEC, neste caso não se trata de uma incongruência? Fica esta pergunta no ar às expertises na matéria para me esclarecer! porque já vi xingamentos dos mais cabeludos nas páginas do Facebook da empresa e não foram apresentadas queixas ou instaurados processos disciplinares, sendo que eu escrevi na minha página privada para os meus amigos», acrescenta o articulusita, para quem «a conclusão que tiramos é que Cabo Verde está transitando de um País de autodidatas, da cultura democrática da livre expressão, para um País da corrupção e ditadores apoiado pela política extremista».
Critica que estamos a ensinar os nossos filhos que o importante é ter riquezas, não precisam esforçar para evoluir com o suor do próprio trabalho, pagamos e mandamos vir do exterior mãos de obra técnica e especializada para resolver os problemas e cuidar das manutenções das centrais térmicas, a que custo!, «Enquanto isso, os nossos profissionais e a massa populacional voltam ao tempo da escravatura, nos hotéis, nas empresas públicas e privadas, com a onda de privatização e do investimento externo sem controlo, para explorar os nossos parcos recursos, tirando-nos o que temos de melhor: a dignidade de um povo que pensa ser livre e independente, nos certificando de incompetentes e oprimidos», alerta.
«Se é por causa disso que estão querendo me penalizar, no fim de uma carreira profissional de sucesso, resta-me desejar boa sorte com a nova forma da governação do País e das empresas da produção e distribuição de energia e água de Cabo Verde, que um dia foram a minha empresa, ELECTRA, que independentemente de qualquer injustiça vai estar sempre no meu coração. Gratidão à ELECTRA, Deus é pai», desafiou no artigo, que publicamos a seguir.







Soares
É verdade larissa, liberdade de expressão é só na papel não passa disso, Deus é pai, obrigadaOnde estás o nosso direito de expressão??
Onde estão os nossos direitos de expressão??
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