O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para esta sexta-feira à tarde, depois dos múltiplos ataques aéreos russos que atingiram a Kiev na madrugada desta quinta-feira, causando pelo menos 23 mortos segundo a presidência ucraniana. Uma situação perante a qual foi decretado um dia de luto nesta sexta-feira na capital ucraniana.
A Ucrânia, o Reino Unido, a França, Eslovénia, Dinamarca e Grécia solicitaram uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU para evocar a situação da Ucrânia onde a Rússia multiplicou os ataques, numa altura em que a comunidade internacional tem tentado mediar um diálogo entre Moscovo e Kiev.
"A Rússia escolheu a balística em vez da mesa das negociações", considerou na rede social X o Presidente ucraniano ao apelar os seus parceiros ocidentais a "sanções fortes" contra Moscovo. "A Rússia só entende a força. Os Estados Unidos, a Europa e os países do G20 têm essa força", declarou Volodymyr Zelensky ao dar conta de um balanço de 23 mortos, entre os quais quatro crianças, 53 feridos e oito desaparecidos nos ataques contra Kiev.
Para além do balanço humano, as autoridades locais deram igualmente conta de pelo menos 200 prédios danificados, nomeadamente a sede da missão da União Europeia e também o edifício do British Council em Kiev, sem fazer vítimas. Tanto Londres como Bruxelas condenaram o sucedido e convocaram os embaixadores russos acreditados nos seus respectivos territórios.
Por sua vez, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, prometeu novas sanções contra a Rússia para breve.
Reagindo igualmente a esta situação, o Presidente americano que ainda recentemente tentou obter um encontro directo entre Putin e Zelensky disse "não estar contente" mas também "não estar surpreendido".
Os Estados Unidos, refira-se, anunciaram ter aprovado a venda de equipamentos militares e munições à Ucrânia pelo valor de 825 milhões de Dólares.
Relativamente aos acontecimentos no terreno, as autoridades ucranianas deram conta de pelo menos dois mortos em ataques russos na noite passada na zona de Dnipropetrovsk, no leste. A Ucrânia refere também ter abatido 46 dos 68 lançados durante a noite pela Rússia. Moscovo afirma por seu lado ter interceptado ou destruído 54 drones ucranianos disparados nomeadamente na zona da Crimeia ocupada.
A Semana com RFI
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