Há 23 pessoas dadas como desaparecidas, afirmou Juan Moreno, presidente do governo regional da Andaluzia, em declarações à rádio Canal Sur.
Várias vítimas do incêndio em Los Gallardos foram encontradas dentro de veículos carbonizados.
Uma "tragédia sem precedentes", classificou o conselheiro da Presidência, Saúde e Emergências da Andaluzia, Antonio Sanz, citado pelo El Mundo. O responsável referiu que se trata do incêndio com "maiores consequências até à data" na região. As vítimas mortais "procuravam uma saída alternativa à indicada" e acabaram por cair numa "armadilha", disse.
A maioria das vítimas foi encontrada numa aldeia pertencente ao município de Bédar, Los Gallardos.
Segundo as autoridades, quatro cidadãos britânicos "encurralados dentro de um veículo e sete pessoas morreram ao tentar fugir a pé".
Antonio Sanz alertou que a mudança de rota para caminhos improvisados e não coordenados, no meio do fumo, agravou a tragédia.
O conselheiro de Saúde e Emergências do governo regional da Andaluzia, disse à EFE que tudo indica que "a maioria ou a totalidade" das vítimas mortais do incêndio florestal de Los Gallardos eram estrangeiras, aguardando-se a conclusão dos procedimentos oficiais de identificação.
Adiantou que as vítimas decidiram tentar escapar "por conta própria" através do leito seco de um rio — o que se revelou "uma verdadeira armadilha" — em vez de seguirem a ordem de permanência no local ou as rotas de evacuação indicadas pelos serviços de emergência.
A Unidade Militar de Emergência de Espanha (UME) mobilizou, entretanto, 200 efetivos e 70 viaturas de diversos tipos para auxiliar no combate ao incêndio em Los Gallardos, confirmou a ministra da Defesa, Margarita Robles.
O incêndio que deflagrou na quinta-feira pode ter sido provocado pela queda de uma linha de transporte de energia. Essa é a hipótese apontada pelo presidente do Governo regional da Andaluzia. "O incêndio começou numa vala devido a um cabo partido entre dois pontos de energia", afirmou o governante, citado pela imprensa espanhola.
Devido ao vento, o “ fogo alastrou-se como um incêndio florestal, um dos mais rápidos e complexos dos últimos anos”, relatou Moreno.
"Está tudo muito seco devido às ondas de calor, o que cria o combustível perfeito, e, combinado com o vento, é uma bomba-relógio”, disse o presidente do Governo regional da Anadaluzia.
De acordo com a agência de notícias EFE, o fogo já consumiu cerca de 3150 hectares.
A delegada do governo regional da província de Almeria, Patricia Navarro, afirmou que mil pessoas foram retiradas dos locais de residência, por precaução, devido ao incêndio.
As autoridades regionais da Andaluzia afirmaram também que se trata do incêndio "mais mortífero já registado na região".
A Semana com NM]Lusa

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