De acordo com fontes do partido, Baciro Djá foi levado por homens armados para as instalações da Segunda Esquadra.
Não ficou claro até ao momento se realmente chegou a ser colocado nas celas. Sabe-se que permaneceu na Segunda Esquadra durante algumas horas, talvez duas ou três horas, não mais e depois foi restituído à liberdade.
O político encontra-se na sua residência em Bissau desde domingo à noite, mas ainda não prestou quaisquer declarações desde o sucedido.
Baciro Djá, que exerceu entre outros cargos, o de primeiro-ministro da Guiné-Bissau, ministro da Defesa e presidente do Instituto da Defesa Nacional, foi levado à sede da polícia guineense após ter realizado uma conferência de imprensa.
Na conferência de imprensa, transmitida em directo nas redes sociais, Baciro Djá teceu duras críticas relativamente ao momento político vivenciado pelo país, marcado por mais um golpe de Estado que desta vez interrompeu um processo eleitoral.
Djá assinalou que o seu partido foi prejudicado com o golpe de Estado por ter conquistado, alegadamente, 12 deputados no parlamento que se iria formar a seguir.
Baciro Djá apelou aos militares e à classe política para que abram vias de diálogo entre os guineenses para devolver a paz, tranquilidade e a democracia ao país.
A Semana com RFI África






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