O Ministro da Saúde afirmou que tanto o Hospital Universitário Agostinho Neto como a Empresa Nacional de Produtos Farmacêuticos dispõem de um stock de reserva para assegurar a realização de cirurgias urgentes. Jorge Figueiredo referiu que o atraso na chegada do navio que transporta os anestésicos foi provocado pelo impacto das recentes tempestades em Portugal, obrigando o maior hospital de Cabo Verde a suspender as cirurgias programadas.
“Os portos de Portugal estão encerrados até este momento. Se abrirem hoje, poderemos ter o produto em cinco ou seis dias. O produto está todo embalado e encontra-se no navio. O problema é que este tipo de produto, pela sua perigosidade são gases, não pode ser transportado por avião", explicou.
O Ministro da Saúde justificou a suspensão das cirurgias programadas com a necessidade de gerir uma situação que classificou como crítica, causada pelo atraso no fornecimento de anestésicos.
"Para enfrentar esta situação, digamos, crítica, decidimos suspender as cirurgias programadas por um período, garantindo assim que não haja falta de anestesia e que possamos dar seguimento ao processo. As alterações climáticas têm afectado o mundo de uma forma geral e temos de gerir com cautela todas estas situações”, avançou.






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