quarta-feira, 22 julho 2026

Ministro do Mar propõe comissão mista Cabo Verde – Marrocos na “Seafood 4 África”

Jorge Santos falava na abertura da segunda edição da “Seafood 4 África”, em Dakhla (Marrocos).

O governante sublinhou que estas estruturas podem reforçar a transferência de conhecimento, dinamizar parcerias empresariais e acelerar a integração regional no domínio das cadeias de valor pesqueiras.

O encontro decorre sob o lema “Construindo cadeias de valor pesqueiras africanas sustentáveis, inovadoras e de alto desempenho”.

Jorge Santos destacou que o tema reflete os principais desafios e oportunidades do continente, que dispõe de vastos recursos haliêuticos, capital humano jovem e grande potencial ainda por explorar na criação de valor, emprego qualificado e riqueza ao longo de toda a cadeia produtiva. 

O ministro realçou o caráter integrado da “Seafood 4 África”, que conjuga reflexão estratégica, exposição tecnológica e promoção de parcerias.

Considerou que só através da articulação entre políticas públicas eficazes, investimento privado, inovação tecnológica e cooperação regional será possível transformar o setor das pescas num motor de desenvolvimento sustentável em África. 

Ao referir-se a Cabo Verde, recordou que o país é um grande Estado oceânico, com mais de 99,3% do território constituído por mar, uma Zona Económica Exclusiva de 734.265 quilómetros quadrados e uma posição geoestratégica relevante no Atlântico.

Por isso, sublinhou, o mar é pilar da economia, factor de segurança alimentar e elemento central da identidade nacional. 

Segundo o ministro do Mar, a economia azul representa atualmente mais de 20 por cento (%) do PIB nacional, com destaque para o turismo marítimo e costeiro, transportes e logística marítima, bem como a pesca, transformação e comercialização de produtos pesqueiros, defendendo, contudo, uma maior agregação de valor local através de cadeias de processamento robustas e competitivas.

Jorge Santos identificou ainda três eixos estratégicos para o futuro da economia azul africana, nomeadamente, o desenvolvimento do capital humano, o reforço do financiamento da economia azul e a construção de um sistema portuário regional competitivo, baseado na complementaridade, integração funcional e eficiência logística. 

Na mensagem final, reafirmou a disponibilidade de Cabo Verde para colaborar ativamente nas dinâmicas regionais e continentais, promovendo parcerias Sul-Sul, cooperação regional e comércio intra-africano, e sublinhou que encontros como a “Seafood 4 África” são decisivos para consolidar um setor das pescas africanas mais resiliente, inclusivo, competitivo e sustentável.

 

A Semana com Inforpress

Ocultar formulário

5000 caracteres restantes


Colunistas

Comentários

Soares
11 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
15 dias atrás

Boa sorte

Terra
5 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

publireport