sábado, 18 julho 2026

Teerão ultima preparativos para funeral de três dias de Khamenei após adiamento indefinido

Estão a ser ultimados os planos para a realização da cerimónia de despedida, funeral e sepultamento do corpo sagrado do imã mártir, com a participação de instituições e municípios de todo o país”, precisou o vice-presidente da Câmara de Teerão para Assuntos Culturais e Sociais, Mohammad Amin Tavakolizadé, informou a agência de notícias iraniana Tasnim.

É esperado que a cerimónia em Teerão dure pelo menos 24 horas, após o que o corpo do aiatolá será transladado para as cidades de Qom e, finalmente, para a cidade santa de Mashhad para uma cerimónia semelhante.

O funeral de Estado, que ia celebrar-se no mausoléu Imã Khomeini da capital, foi adiado sem data a 4 de março, devido à continuação dos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, iniciados a 28 de fevereiro.

Khamenei morreu nesse dia, na primeira onda de ataques aéreos lançada por Washington e Telavive, em que morreram também a sua mulher, Mansureh Khojasteh Bagherzadeh, e vários outros familiares, entre os quais a filha e uma das netas.

Os Estados Unidos e Israel justificaram o ataque militar ao Irão com a inflexibilidade deste nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Washington e Teerão acordaram a 8 de abril um cessar-fogo de duas semanas, para negociações assentes num plano de dez pontos que Teerão apresentaria para pôr fim a 40 dias de guerra.

O cessar-fogo foi já várias vezes prorrogado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para permitir a continuação de negociações indiretas — na segunda-feira suspensas — para o levantamento das sanções internacionais ao Irão e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.

Entretanto, Teerão mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, e Washington, por sua vez, impede a passagem de navios que tenham como origem ou destino portos iranianos.

A Semana com Observador/Lusa

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Comentários

Soares
6 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
10 dias atrás

Boa sorte

Terra

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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