O chefe da diplomacia do Irão, Abbas Araghchi, afirmou, através das redes sociais, que Teerão ganhou conhecimento militar com os ataques anteriores e deixou o aviso de que "um regresso à guerra trará muitas surpresas".
Apesar do otimismo da Casa Branca e de Trump, que justificou a suspensão dos ataques planeados para terça-feira com alegados avanços na mesa de negociações, a posição do Irão não mudou e permanece firme, segundo afirmam mediadores e fontes oficiais ao The Wall Street Journal.
Os mediadores referem ao jornal norte-americano que Teerão continua em desacordo com as exigências dos EUA relativamente ao fim do programa nuclear e não abdica da exigência do fim dos ataques, das compensações financeiras pelos danos de guerra e do controlo do estreito de Ormuz.
De acordo com um funcionário norte-americano, alguns conselheiros de Donald Trump chegaram a sugerir que a única forma de pressionar o Irão a ceder no processo das negociações seria através de um ataque limitado.
O Senado dos EUA aprovou, na terça-feira, 19, uma resolução que visa restringir a capacidade do presidente norte-americano de lançar operações militares contra o Irão sem a devida autorização parlamentar.
Contudo, apesar deste ser um avanço para os democratas, após várias tentativas sem sucesso nesse sentido, a votação representou apenas um primeiro passo no Senado.
Mesmo que as duas Câmaras do Congresso aprovem a resolução, é de esperar que Trump recorra ao veto.
Segundo Trump, Washington esteve prestes a retomar a ofensiva militar contra o Irão na segunda-feira, mas decidiu adiar a operação após pedidos de vários de aliados árabes do Golfo, incluindo a Arábia Saudita e o Qatar, para dar espaço a esforços diplomáticos.
O presidente norte-americano afirmou que esteve "a uma hora" de ordenar o reinício dos ataques contra o Irão, o que teria posto fim ao cessar-fogo em vigor desde abril.
A Semana com Inforpress/Agências






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