Durante a noite, forças paquistanesas atingiram vários alvos, incluindo as cidades de Cabul e Kandahar. O ministro do Interior, Mohsin Naqvi, classificou a operação como uma “resposta apropriada” ao ataque afegão do dia anterior.
Pela rede social X, o ministro da Defesa, Khawaja Asif, afirmou que a paciência do Paquistão “chegou ao limite” e que o conflito evoluiu para uma guerra aberta entre os dois países. Também no X, o primeiro-ministro Shehbaz Sharif declarou que as forças armadas paquistanesas dispõem de todos os meios necessários para travar qualquer ação hostil por parte do Afeganistão.
Jornalistas da AFP em Cabul relataram ter ouvido fortes explosões e o sobrevoo de aviões de combate na manhã de sexta-feira. Em Kandahar, no sul do país — onde vive o líder supremo dos talibãs, Hibatullah Akhundzada — outro repórter referiu igualmente a presença de aeronaves militares.
As relações entre o Paquistão, potência nuclear, e o Afeganistão, governado pelos talibãs desde 2021, têm vindo a agravar-se nos últimos meses. As principais passagens fronteiriças permanecem maioritariamente encerradas desde confrontos anteriores, que em outubro provocaram mais de 70 mortos de ambos os lados.
Perante o risco de um conflito regional mais alargado, Irão e China ofereceram-se para mediar o diálogo entre Islamabad e Cabul, apeladando à contestação e a um cessar-fogo imediato.
A Semana com FRI






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