quarta-feira, 05 agosto 2026

Estatística descritiva “é fundamental" para detectar surtos e orientar decisões em saúde pública - epidemiologista

A presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (Proep) afirmou esta terça-feira, na Praia, que a estatística descritiva é uma “ferramenta fundamental” para capacitar epidemiologistas na identificação precoce de surtos e na resposta a emergências sanitárias.

 

Em declarações à imprensa à Inforpress, à margem do segundo dia do Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo de Nível Intermediário de Cabo Verde, Sara Mendes explicou que esta ferramenta desempenha um papel determinante ao fornecer dados que apoiam os profissionais na tomada de decisões em saúde pública.

Durante a sessão, os formandos trabalharam estudos de caso práticos para compreender a configuração de surtos epidémicos e a aplicação de medidas de contenção atempadas.

"Hoje estão a aprender a calcular taxas de ataque, taxas de incidência e a analisar a doença em função da pessoa, do tempo e do lugar, permitindo produzir informação que apoia a gestão na tomada de decisões", explicou a especialista.

Sara Mendes adiantou que o curso abordará cenários reais vividos em Cabo Verde, como a epidemia de dengue de 2023-2024 e casos de infecções respiratórias agudas em crianças com menos de cinco anos, preparando os técnicos locais para respostas céleres.

A presidente da Proep salientou ainda que o programa é maioritariamente prático, sendo composto por 75 por cento (%) de actividades desenvolvidas nos serviços e 25% de formação em salas de aula, permitindo aos participantes aplicar os conhecimentos directamente nos seus locais de trabalho.

De acordo com a epidemiologista, a identificação precoce de cenários de risco, seja através da ocorrência de casos com sintomas semelhantes, da mortalidade anormal de animais ou de fenómenos ambientais, possibilita uma intervenção mais rápida e reduz o impacto na saúde da população.

A formação recorre a uma metodologia activa e utiliza ferramentas como Excel, Epi Info, QGIS e a plataforma Moodle para apoiar a análise estatística, a elaboração de mapas epidemiológicos e o desenvolvimento das actividades de aprendizagem.

Com a duração de nove meses e uma carga horária de 564 horas, o programa vai estar organizado em cinco módulos que utilizam o método de aprendizado híbrido, exposições dialogadas em sala de aula, orientações virtuais, presenciais e trabalho de campo orientado.


A Semana com Inforpress

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Comentários

jcf
7 dias atrás 9 horas atrás

Meu caro, o teu texto é um belo exercício de contorcionismo: começa a falar de justiça social, passa pela “racionalidad ...

Soares
25 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
29 dias atrás

Boa sorte

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