terça-feira, 28 julho 2026

Portugal: Estudo revela existência de 9.913 alunos com ascendência cabo-verdiana em 2019/2020 no básico e secundário

Um estudo apresentado em Lisboa, durante a conferência “Imigração e escolaridade”, revelou que em 2019/2020 existiam em Portugal 9.913 alunos com ascendência cabo-verdiana nos ensinos básico e secundário, menos 3.745 do que em 2012/2013.

A conferência “Imigração e escolaridade”, organizada pelo Observatório das Desigualdades, teve como mote o lançamento do livro “Atlas dos alunos de origem imigrante: quem são e onde estão nos ensinos básico e secundário em Portugal”, resultado do estudo assinado por Teresa Seabra, Ana Filipa Cândido e Inês Tavares.

“Em 2019/2020 existiam 9.913 alunos com ascendência cabo-verdiana, menos 3.745 do que em 2012/2013. A maioria dos alunos são de primeira geração (62,2 %) (…). 40,7 % dos alunos são lusodescendentes, menos 17,1 pontos percentuais (p.p.) do que em 2012/2013”, indicou o resultado.

O estudo revelou ainda que a escolaridade familiar dominante dos alunos com origem cabo-verdiana é menor que a dos alunos autóctones, ou seja, os primeiros têm 27,9 % com o ensino secundário e 10,7 % com o ensino superior, enquanto os segundos têm 30,4 % e 34,2 %, respectivamente.

“É mais elevada a proporção de alunos de origem cabo-verdiana que recorre ao apoio económico da ASE [Acção Social Escolar] (54,0 %) em relação aos seus pares autóctones (29,9 %)”, apontou.

Por outro lado, ficou-se a saber que os concelhos onde existem mais alunos de origem cabo-verdiana são Sintra (22,1 %), Amadora (18,0 %) e Lisboa (7,5 %), seguidos de Almada, Seixal, Loures, Oeiras, Cascais, Barreiro e Moita.

O estudo observou, também, que o universo dos alunos de origem cabo-verdiana diminui quando analisada a sua geração, devido aos dados omissos na naturalidade do aluno, sendo que os dados omissos correspondem a 6,8 % em 2019/2020 e a 0,8 % em 2012/2013.

Entre as origens da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mostrou que em 2019/2020 existiam 21.830 alunos com ascendência angolana, 44.962 com ascendência brasileira, 5.071 com ascendência guineense, 6.296 com ascendência moçambicana e 3.693 alunos com ascendência santomense.

No estudo, juntamente com Cabo Verde, Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, também Alemanha, Reino Unido, China, Espanha, França, Índia, Moldávia, Nepal, Roménia, África do Sul, Ucrânia e Venezuela aparecem como as origens nacionais mais representadas nos ensinos básicos e secundário em Portugal durante esse período.

A conferência “Imigração e Escolaridade” contou com a participação da vogal do Conselho Directivo da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), Sónia Pereira.

A conferência contou com dois painéis, sendo um de apresentação dos principais resultados do “Atlas dos alunos de origem imigrante: quem são e onde estão nos ensinos básico e secundário em Portugal”, e outro de discussão dos mesmos numa mesa redonda composta por especialistas da área das migrações.

 

A Semana com Inforpress 

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Comentários

Soares
17 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
21 dias atrás

Boa sorte

Terra
11 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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