A Associação Terrimar – Ambiente e Desenvolvimento Sustentável denunciou esta segunda-feira, 20, um caso de abate de uma tartaruga marinha na praia de Matinho Verde, no município do Porto Novo, na ilha de Santo Antão.
Essa associação avisou que, além de ilegal, o consumo de carne de tartaruga marinha pode representar “𝐠𝐫𝐚𝐯𝐞𝐬 𝐫𝐢𝐬𝐜𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚 𝐬𝐚𝐮́𝐝𝐞” devido à possível presença de toxinas naturais, metais pesados e outros contaminantes.
Segundo a Inforpress, esta organização ambiental informou que durante uma acção de patrulha de monitorização na praia de Matinho Verde, a equipa da Terrimar encontrou uma tartaruga marinha abatida.
No local, restavam apenas o casco, o plastrão e restos dos ovos que a fêmea transportava para desovar, explicou a mesma fonte, que lamentou a perda da tartaruga e centenas de futuras tartarugas que iriam resultar da nidificação.
A Terrimar lembra que a captura, o abate, o transporte, a comercialização e o consumo de tartarugas marimhas são proibidos por lei em Cabo Verde, constituindo, por isso, crime.De acordo com o Decreto-Legislativo número 01/2018, no seu artigo 20.º, estas infrações são punidas com pena de prisão de seis meses a 3 anos ou multa de 100 a 450 dias, cujo valor é fixado pelo juiz de acordo com a capacidade financeira do infrator.
Conforme a mesma fonte, essa associação avisou que, além de ilegal, o consumo de carne de tartaruga marinha pode representar “𝐠𝐫𝐚𝐯𝐞𝐬 𝐫𝐢𝐬𝐜𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚 𝐬𝐚𝐮́𝐝𝐞.” devido à possível presença de toxinas naturais, metais pesados e outros contaminantes.
Este caso, que está a ser investigado pelas autoridades policiais, aconteceu em plena campanha de proteção das tartarugas marinhas, durante a qual a Terrimar coloca nas diversas praias os seus técnicos e voluntários para acções de monitorização.
Graças à acção desta associação, a apanha desta espécie em vias de extinção tem estado a diminuir de forma substancial na ilha de Santo Antão.
Cabo Verde alberga uma das mais importantes populações reprodutoras da tartaruga-comum (caretta caretta) a nível mundial.
Estudos realizados no arquipélago estimam uma média anual superior a 95 mil ninhos, tornando o país uma referência global para a conservação desta espécie.
Esta realidade faz de Cabo Verde um território estratégico para a sobrevivência da população de 𝐶𝑎𝑟𝑒𝑡𝑡𝑎 𝑐𝑎𝑟𝑒𝑡𝑡𝑎 do Atlântico Nordeste, considerada uma das mais ameaçadas do mundo.






Reportar
Os meus comentários