terça-feira, 28 julho 2026

Economia de Timor-Leste deve crescer 3,5% em 2024 e inflação desacelerar - FMI

“Após o abrandamento em 2023 [1,5%] devido à pressão fiscal relacionada com as eleições, o crescimento recuperará 3,5% em 2024, apoiado por um aumento das despesas de capital público”, previsto no Orçamento Geral do Estado para este ano, refere o FMI.

A inflação de 8%, registada em 2023, caiu em janeiro de 2024 para 4,3%, mas o FMI espera que baixe ainda mais até ao final do ano para 2,5%, “dada a projetada flexibilização dos preços globais das matérias-primas”.

O FMI espera que o crescimento económico permaneça, em média, nos 3%, mas a política de ações do Governo poderá acelerá-lo.

Em relação aos riscos para as perspetivas, a organização refere que “estão inclinados no sentido descendente”.

“Os riscos negativos de curto prazo para o crescimento incluem o início abrupto de uma recessão global e o aumento da volatilidade dos preços das matérias-primas. Estes poderão exigir uma resposta fiscal, colocando obstáculos à contenção das despesas e afetando negativamente o desempenho do Fundo Petrolífero”, salienta.

O FMI considera também que o desenvolvimento do campo petrolífero do Greater Sunrise “apresenta um grande risco ascendente no médio prazo” e aconselha um compromisso político para “racionalizar a despesa pública” para reduzir as “incertezas a curto prazo”.

O relatório enfatiza a “necessidade de garantir a sustentabilidade fiscal e apoiar um maior crescimento e desenvolvimento, diversificando ao mesmo tempo a economia”, e de haver uma consolidação fiscal para evitar que o Fundo Petrolífero esgote.

O FMI felicitou o compromisso das autoridades timorenses para introduzirem o Imposto de Valor Acrescentado, mas salienta que deve ser “complementado com um fortalecimento da administração fiscal” e com a adoção de uma política fiscal, que ajude a “resolver os desequilíbrios externos”.

Sobre o setor bancário, o relatório salienta que os “riscos sistémicos para o sistema financeiro são baixos” e que os “níveis de capital e liquidez permanecem sólidos”, mas recomendam que se elimine os impedimentos estruturais ao crédito e o desenvolvimento de serviços financeiros.

Os administradores do FMI recomendaram também que sejam feitas reformas estruturais para desenvolver o setor privado, diversificar a economia e apoiar o crescimento sustentável.

“Medidas para resolver estrangulamentos nos setores da agricultura e do turismo e promover a digitalização ajudariam a impulsionar o crescimento”, pode ler-se no relatório.

O FMI considera também como prioritário o “desenvolvimento do capital humano, nomeadamente através da melhoria da qualidade da educação e o reforço do ensino e formação profissional”.

A Semana com Lusa

28 de Fevereiro de 2024

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Comentários

Soares
16 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
20 dias atrás

Boa sorte

Terra
10 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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