quarta-feira, 29 julho 2026

I Internacional

Investigadora portuguesa trabalha na criação de uma proteína para travar a malária

Em declarações à agência Lusa a propósito do Dia Mundial de Luta Contra a Malária, que se assinala quinta-feira, a investigadora contou que toda a sua carreira científica e de investigação foi maioritariamente focada em malária.

“Eu acho que é uma doença super-relevante para a saúde global e, no entanto, às vezes temos a impressão que é negligenciada”, disse sobre esta patologia que matou 608.000 pessoas em 2022.

Em colaboração com o Queensland Institute of Medical Research (QIMR Berghofer), um instituto de investigação médica em Seatle, na Austrália, Maria Rebelo está a testar “uma abordagem completamente nova para tentar prevenir a infeção por malária”.

"[O trabalho consiste no] desenvolvimento de uma molécula (proteína) que consiga impedir que o parasita invada as células do hospedeiro, o que representa uma mudança na terapêutica que normalmente usamos e, desta forma, pode constituir uma nova abordagem terapêutica e ajudar no combate à malária”, disse.

“Estamos a tentar criar moléculas, proteínas desenhadas completamente de novo - que não são baseadas em nada que existe na natureza - e o que queremos que elas façam é que se liguem ao parasita e, ao ligarem-se ao parasita, façam com que o parasita não se consiga ligar à célula do hospedeiro”, explicou.

Na prática, avançou, a equipa está “a tentar bloquear o acesso de ligação do parasita à célula do hospedeiro”.

Ao administrar esta proteína a doentes com malária, o parasita fica incapacitado de infetar novas células e o ciclo da infeção para, pois o parasita não consegue replicar a doença, não conseguindo assim causar doença grave. Por seu lado, os parasitas que lá estão são eliminados pelo organismo e não há parasitas novos.

O projeto está num processo muito inicial e a equipa está atualmente a desenhar a proteína, usando modelos computacionais.

“Depois desse design fazemos a produção da proteína, ensaios com células em laboratório, uma série de ensaios de afinidade e eficácia antes dos ensaios pré-clínicos em modelos animais. Esperamos que daqui a três anos tenhamos os resultados de eficácia pré-clínica e depois partimos para ensaios clínicos em humanos”, disse.

A investigadora considera que, apesar do seu otimismo, a nova molécula não conseguirá chegar aos doentes antes dos próximos oito anos.

A Semana om Lusa

24-04-24

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Comentários

Soares
18 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
22 dias atrás

Boa sorte

Terra
12 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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