terça-feira, 28 julho 2026

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Sérvia e Kosovo chegam a acordo sobre livre circulação - UE

A Sérvia e o Kosovo chegaram hoje a acordo sobre a livre circulação de pessoas entre os dois territórios, desbloqueando uma disputa sobre o reconhecimento de documentos de identificação, revelou a União Europeia (UE), que mediou as negociações.

O anúncio do acordo foi feito pelo chefe da diplomacia da UE, Joseph Borrell, na rede social Twitter, explicando que a Sérvia concordou em deixar de pedir, à entrada e à saída do país, os documentos de identidade a pessoas do Kosovo.

Por sua vez, o Kosovo aceitou em não introduzir, como tinha previsto, a obrigação de apresentação de documentos de identificação a pessoas sérvias.

"A União Europeia acaba de receber garantias do primeiro-ministro do Kosovo, [Albin] Kurti nesse sentido. Isto é uma resolução europeia", sublinhou Borrell, felicitando ainda o presidente sérvio, Aleksandar Vucic, pela decisão.

No entanto, o chefe da diplomacia lamentou que não tivesse havido compromisso em relação à identificação dos veículos, pelo que Pristina mantém a intenção de que os sérvios do Kosovo substituam as matrículas sérvias dos seus veículos por matrículas da República do Kosovo.

Desde 2011 que a Sérvia e o Kosovo promovem negociações para a normalização das relações, mediadas pela UE, mas sem grandes resultados palpáveis até ao momento.

Os cerca de 120.000 sérvios ortodoxos do Kosovo – os números divergem consoante a origem, admitindo-se que possam chegar aos 200.000, com cerca de um terço concentrado no norte do território – não reconhecem a autoridade de Pristina e permanecem identificados com Belgrado, de quem dependem financeiramente.

Belgrado nunca reconheceu a secessão do Kosovo em 2008, proclamada na sequência de uma guerra sangrenta iniciada com uma rebelião armada albanesa em 1997, que provocou 13.000 mortos, e motivou uma intervenção militar da NATO contra a Sérvia em 1999, à revelia da ONU.

Desde então, a região tem registado conflitos esporádicos entre as duas principais comunidades locais, num país com um terço da superfície do Alentejo e cerca de 1,7 milhões de habitantes, na larga maioria de etnia albanesa e religião muçulmana.

O Kosovo independente foi reconhecido por cerca de 100 países, incluindo os EUA, que mantêm forte influência sobre a liderança kosovar, e a maioria dos Estados-membros da UE, à exceção da Espanha, Roménia, Grécia, Eslováquia e Chipre.

A Sérvia continua a considerar o Kosovo como parte integrante do seu território e Belgrado beneficia do apoio da Rússia e da China, que à semelhança de dezenas de outros países (incluindo Índia, Brasil ou África do Sul) também não reconheceram a independência do Kosovo. A Semana com Lusa

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Comentários

Soares
17 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
21 dias atrás

Boa sorte

Terra
11 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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