terça-feira, 28 julho 2026

I Internacional

Nova Zelândia: Crianças mortas estavam em malas arrematadas em leilão — Interpol procura mãe na Coreia do Sul

Uma família vai a um leilão em Auckland — num depósito de bagagens, que no dia 11 fez a sua faxina periódica — e deixa-se levar pelo provável tesouro por descobrir num conjunto de malas. Mas esperava-os o horror: dentro estavam os restos mortais que a perícia apurou serem de "duas crianças de 5 e 10 anos de origem sul-coreana".

A Interpol foi há uma semana acionada para procurar a mãe na Coreia do Sul, após a investigação da polícia neozelandesa obter fortes indícios nesse sentido, obtidos nos elementos contidos nas duas malas de igual tamanho, para as crianças com idades estimadas de cinco e dez anos.

Este domingo, o britânico The Guardian noticia que a polícia em Seul confirmou que uma sul-coreana naturalizada neozelandesa estava a ser interrogada. Pela idade, endereço em Auckland e outros elementos como a data em que regressou ao país-natal, 2018, a mulher foi detida para investigação.

Imagens CCTV

"É uma investigação que não é nada fácil" segundo o detective-inspector Tofilau Faamanuia Vaaelua. Em entrevista à Reuters na última quinta-feira, o responsável explicou que "é uma operação complexa dada a natureza desta descoberta, em especial por se ter passado alguns anos entre a morte e a sua descoberta".

Além da investigação se basear em artigos diversos encontrados no lote arrematado pelo casal neozelandês, a polícia está há vários dias a examinar as imagens do armazém.

"É uma investigação que não é nada fácil. Mas estamos a fazer bons progressos com os exames ao ADN", rematou Vaaelua.


’Cheira a cadáver’

A família que fez a descoberta teve de receber apoio psicológico depois da abertura das duas malas.

’Cheira a cadáver’, dissera-lhes um vizinho que identificou logo o cheiro que empestava o ar. Este, que tinha trabalhado longos anos no crematório municipal, alertou os novos donos dos despojos antes mesmo que abrissem as malas, segundo o reformado do crematório de Auckland contou ao Herald.

Fontes: NZ Herald.nz/The Guardian/The Sun/BBC. Fotos: A casa dos compradores e o armazém são cenários de crime, na investigação que virou internacional.

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Comentários

Soares
17 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
21 dias atrás

Boa sorte

Terra
11 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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