terça-feira, 28 julho 2026

I Internacional

Putin classifica morte de Darya Dugina como "crime desprezível e cruel"

Darya Dugina, filha do filósofo ultranacionalista Alexander Dugin, morreu na sequência de uma explosão do carro onde seguia, no sábado.

O presidente russo, Vladimir Putin, teceu, esta segunda-feira, as suas condolências à família de Darya Dugina, filha do filósofo ultranacionalista Alexander Dugin, morta quando o carro onde seguia explodiu, no sábado, revelou NM.

Numa nota publicada na página da presidência russa, o chefe do Governo considerou a morte da jornalista e comentadora política de 29 anos "um crime desprezível e cruel".

"Um crime desprezível e cruel encurtou a vida de Darya Dugina, uma pessoa brilhante e talentosa com um verdadeiro coração russo - bondoso, amoroso, simpático e aberto. Jornalista, cientista, filósofa e correspondente de guerra, serviu honestamente o povo e a Pátria, provando com as suas ações o que significa ser um patriota da Rússia", refere o comunicado.

A explosão que vitimou Darya Dugina terá sido causada por uma bomba colocada no SUV que, segundo o líder do movimento Horizonte Russo, Andrei Krasnov, pertencia a Alexander Dugin. A bomba seria, na sua ótica, destinada ao ideólogo do presidente russo, que deixou o festival ’Traditsiya [Tradição]’, onde terá dado uma palestra, noutra viatura.

Segundo a mesma fonte, esta segunda-feira, o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, na sigla em inglês) atribuiu responsabilidade pelo assassinato aos serviços secretos da Ucrânia, acreditando que o ataque terá sido levado a cabo por uma mulher de nacionalidade ucraniana e nascida em 1979, identificada como Natalya Vovk, avança a agência Associated Press, que cita a imprensa russa.

Conforme o FSB, a mulher terá chegado à Rússia na companhia da filha adolescente, estudando estilo de vida de Dugina durante o último mês. Terá, inclusivamente, alugado um apartamento no prédio onde Dugina residia, e estado no mesmo festival. Após o ataque, Vovk terá regressado à Estónia, de acordo com o mesmo meio noticioso.

Contudo, no domingo, o conselheiro do presidente ucraniano, Mykhailo Podolyak, negou qualquer envolvimento na morte da filha do ’cérebro’ do chefe do Governo russo. "Sublinho que a Ucrânia nada tem a ver com isto, porque não somos um Estado criminoso como a Federação Russa, e não somos um Estado terrorista", garantiu o conselheiro de Volodymyr Zelensky.

"Eu sei que os alucinogénios levam a uma perda da realidade. Mas os representantes da Rússia devem compreender: o mundo vê a guerra ao vivo, bem como os seus crimes. Assim, uma tentativa de culpar a Ucrânia por ataques terroristas em Olenivka ou pela explosão de automóveis nos subúrbios de Moscovo são inúteis…”, lançou o responsável, esta segunda-feira, na rede social Twitter.

Líder do Movimento Eurasiático, Alexander Dugin, 60 anos, tem sido descrito no Ocidente como o "cérebro de Putin" e o "guia espiritual" da invasão da Ucrânia, embora se desconheça se mantém contacto com o líder russo.

Apoiante da invasão da Ucrânia, tal como o pai, Darya Dugina foi alvo de sanções das autoridades norte-americanas e britânicas, que a acusaram de contribuir para a desinformação em relação à guerra iniciada pela Rússia a 24 de fevereiro.

Na verdade, a jornalista descreveu o conflito na Ucrânia como um "choque de civilizações", manifestando orgulho por tanto ela, como o pai, terem sido sancionados pelo Ocidente, numa entrevista em maio, segundo a BBC citada pelo NM.

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Comentários

Soares
17 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
21 dias atrás

Boa sorte

Terra
11 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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