terça-feira, 28 julho 2026

I Internacional

República entregue à bicharada-I?

Um leitor, de muito humor, ligou para o Radar para fazer um desabafo, por considerar que a «República está entregue à bicharada». Fundamentou que o país assistiu, esta semana, vários galos em altos poleiros, com responsabilidades em órgãos da soberania, a cantarem, sem o mínimo sentido do Estado. Lamentou que o mais grave partiu do Presidente da Assembleia Nacional, que posicionou-se contra a intervenção da comunidade internacional em prol da paz e estabilidade política na Guiné-Bissau. Conclui que um incidente diplomático só não aconteceu porque o Governo, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, desautorizou Jorge Santos, reafirmando o seu alinhamento com a posição assumida pela CEDEAO, União Africana, União Europeia, Nações Unidas e CPLP, reconhecendo o governo legítimo de Aristides Gomes. Mesmo assim está tendo consequências politico-diplomáticas. Para o país inteiro, foi realmente feio esse desnorte – falta de sintonia – entre os dois órgãos da soberania referidos. Como aconselhou o interlocutor do Radar, o JS, além de precisar de um puxão de Orelha pelo PR, pode tirar o seu cavalinho da chuva: não tem sentido de Estado para concorrer ao cargo de Presidente da República. Fica este aviso!

República Entregue à Bicharada-II?

Mas os dispartes não ficaram por aí. Sempre com antena bem afinada para captar tudo que acontece no país, o admirador do Radar apontou mais um fato diplomaticamente reprovável: O imprevisível ministro da Cultura, com sede de mostrar serviços, entrou em cena, anunciando que a morna é Património Imaterial da Humanidade e que o povo pode festejar. Isto sem que haja a aprovação final da proposta, obrigando a UNESCO emitir um esclarecimento público neste sentido. Pior é que o próprio Presidente da República entrou também em cena, fazendo comentários semelhantes ao do ministro Abraão Vicente. Diante de tudo isto, um quadro do MNE saiu com esta: - Nós, os diplomatas, estamos envergonhados com tudo isto. Caso a proposta não passar na sessão final da UNESCO, como ficarão o PR e o ministro da Cultura? É que, segundo aconselhou, todo o cuidado é pouco, sobretudo quando entra a diplomacia!

MAI desaparecido?

Diante da onda da violência que se regista na Capital, muitos vêm gozando, perguntando, em quase todos os sítios, onde pára o ministro da Administração Interna. Perante ausência de medidas musculadas que mostram a autoridade do Estado para repor a tranquilidade pública na Praia, alguns olheiros atentos questionam se o ministro Paulo Rocha já colocou o cargo à disposição. Cabe ao Primeiro-ministro esclarecer a opinião pública neste sentido. O Radar cumpre apenas a sua obrigação de deixar essa preocupação a quem de direito. Nos boka k asta lá!

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Comentários

Soares
17 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
21 dias atrás

Boa sorte

Terra
11 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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