terça-feira, 28 julho 2026

I Internacional

Guiné-Bissau: Campanha eleitoral arranca com grave tensão política

A crise acentua-se na Guiné-Bissau com a existência de dois primeiros-ministros e dois Governos. Doze candidatos concorrem às eleições presidenciais de 24 de novembro. Campanha vai decorrer até 22 de novembro.

Segundo descreve a DW-África, a campanha eleitoral para as presidenciais de 24 de novembro na Guiné-Bissau começa este sábado (02.11) no meio de uma grave tensão política, com a existência de dois primeiros-ministros e dois Governos.

Doze candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça participam na campanha que vai decorrer até 22 de novembro, entre eles, o atual chefe de Estado, José Mário Vaz, o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, Domingos Simões Pereira, o general Umaro Sissoco Embaló, do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Nuno Nabiam, presidente da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau, e o antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

José Mário Vaz decidiu arrancar a campanha eleitoral no norte do país, em Pitche, Gabu, enquanto Domingos Simões Pereira escolheu Buba, no sul. Carlos Gomes Júnior faz um comício em Bissau, onde também arranca a candidatura de Nuno Nabiam. O general Umaro Sissoco Embaló inicia a campanha eleitoral em Espanha, acompanhado do coordenador nacional do Madem-G15, Braima Camará, em contatos com a diáspora guineense.

Crise política

Segundo a mesma fonte, a campanha eleitoral na Guiné-Bissau começa num ambiente de grande instabilidade. Na quinta-feira passada (31.10), o Presidente guineense deu posse a um novo Governo, chefiado por Faustino Imbali, depois de ter demitido o Governo liderado por Aristides Gomes na segunda-feira.

A União Africana, a União Europeia, a Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente e declararam que apenas reconhecem o Executivo saído das eleições legislativas de 10 de março, que continua em funções.

O Governo de Aristides Gomes já disse que não reconhece a decisão de José Mário Vaz, por ser candidato às eleições presidenciais e por seu mandato ter terminado a 23 de junho, tendo ficado no cargo por decisão da CEDEAO. Uma missão da CEDEAO chega este sábado ao país para tentar mediar a crise.

Suspensão

O Governo de Faustino Imbali suspendeu o comissário-geral da Polícia de Ordem Pública da Guiné-Bissau, Armando Nhaga, segundo informações da agência de notícias Lusa. A ordem de suspensão, que tem data de 01 de novembro, é assinada pelo ministro do Interior, António Tchama.

"Tendo em conta a necessidade de adequar os serviços do Ministério do Interior à nova dinâmica que se impõem com a nomeação do novo Governo, atento ao imperativo do momento político corrente no país. O ministro do Interior, no uso das competências que a lei lhe confere, determina suspender por despacho interno, o comissário-geral da Polícia de Ordem Pública, comissário Armando Nhaga", refere a ordem.

Em entrevista à Lusa, o comissário Armando Nhaga disse que é um "funcionário público vinculado às normas e foi nomeado pelo Conselho de Ministros de um Governo constitucional" e continua no seu posto a cumprir as suas obrigações. O comissário sublinhou que não vai acatar nenhuma ordem que não seja legal, refere a fonte referida.

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Comentários

Soares
17 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
21 dias atrás

Boa sorte

Terra
11 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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