Decorreu esta quinta-feira 30 de Julho um primeiro voto indicativo do Conselho de Segurança da ONU entre os actuais sete candidatos ao cargo de secretário geral da instituição. A antiga vice-presidente do Costa Rica Rebeca Grysnpan sai favorita, seguida pela antiga chefe da diplomacia da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett. As duas candidatas terão de garantir que não enfrentarão qualquer veto por parte dos cinco membros permanentes do Conselho.
A corrida ao cargo de secretário geral da ONU está ainda em aberto, permitindo que surjam outros candidatos. O processo de selecção pode durar ainda vários meses, até que um dos candidatos recolha os nove votos necessários do Conselho de Segurança, sem veto por parte dos cinco membros permanentes que são os Estados Unidos, a Rússia, a China, a França e o Reino-Unido. Em última instância, a Assembleia geral da ONU deve aprovar o candidato.
Está lançado o processo de selecção do próximo secretário geral da ONU. Na manhã de 30 de Julho, os 15 membros do Conselho de Segurança reuniram-se à porta fechada e, de forma anónima, atribuiram a cada candidato uma das seguintes menções: "favorável", "desfavorável" ou "sem opinião".
Rebeca Grynspan, 70 anos, antiga vice-presidente do Costa Rica e chefe da agência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento, obteve o maior número de votos favoráveis, de acordo com fontes diplomáticas citadas pela agência France-Presse.
Logo a seguir situam-se a antiga ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, 52 anos, e o director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, 65 anos.
Concorrem ainda à sucessão de António Guterres, que termina o seu mandato a 31 de Dezembro, a chilena Michelle Bachelet, a equatoriana Maria Fernanda Espinosa, o ugandês Olara Otunnu e o senegalês Macky Sall.
A corrida ao cargo de secretário geral da ONU está ainda em aberto, permitindo que surjam outros candidatos. O processo de selecção pode durar ainda vários meses, até que um dos candidatos recolha os nove votos necessários do Conselho de Segurança, sem veto por parte dos cinco membros permanentes que são os Estados Unidos, a Rússia, a China, a França e o Reino-Unido. Em última instância, a Assembleia geral da ONU deve aprovar o candidato.
Este voto indicativo permite "revelar quais os candidatos que não são viáveis para o cargo", de acordo com o analista Richard Gowan do International Crisis Group, ouvido pela AFP.
De acordo com uma regra tácita segundo a qual cada continente assume rotativamente a liderança da ONU, embroa nem sempre seja aplicada, a América do Sul reivindica o cargo, o que explica que a maioria dos candidatos sejam provenientes do continente. Vários Estados consideram ainda que a organização ser chefiada, pela primeira vez, por uma mulher.
A data do próximo escrutínio ainda não foi fixada mas deverá ocorrer "nos próximos dias", de acordo com o presidente do Conselho, o representante da República Democrática do Congo, Zénon Ngay Mukongo.
A Semana com RFI

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