segunda-feira, 27 julho 2026

I Internacional

Polícia mata suspeito de atentado anti-LGBT+ que fez 1 morto em Berlim

As autoridades alemãs anunciaram, ontem à noite, 26, que mataram a tiro o principal suspeito do atentado contra a marcha do orgulho LGBTQIA+ de Berlim, ocorrido no sábado à noite, que fez um morto e 29 feridos. O suspeito, entretanto abatido pela polícia, era Abdul Ballout, cidadão alemão de origem libanesa de 21 anos, simpatizante do grupo jihadista Estado Islâmico e conhecido do sistema judicial há muito tempo.

 

Após uma caça ao homem por toda a cidade, a polícia anunciou, através das redes sociais, que o suspeito foi localizado na tarde de ontem e que terá corrido em direcção às autoridades empunhando uma arma branca. Nesse confronto, os membros do Comando de Operações Especiais de Berlim, o SEK, abriram fogo, e o suspeito morreu no local.

O suspeito foi identificado como sendo Abdul Ballout, cidadão alemão de origem libanesa de 21 anos. É o suspeito de ter conduzido o camião que atropelou a multidão que participava na marcha do orgulho LGBTQIA+, no sábado à noite, em Berlim, um ataque que o ministro alemão do Interior indica que se tratou de um "atentado terrorista islâmico".

Ballout era conhecido pelas autoridades por ser simpatizante do grupo jihadista Estado Islâmico, tendo viajado para o Líbano numa tentativa de se juntar a este grupo terrorista na Síria em 2025. Acabou detido e passou três meses na prisão libanesa antes de ser repatriado.

O jovem radicalizado era também conhecido do sistema judicial há muito tempo, com condenações anteriores por lesões corporais, extorsão e roubo.

 

O deputado Marc Henrichmann, do partido de centro-direita, afirmou que, em casos como este, são necessárias medidas mais rigorosas. "Não se deve atribuir um valor excessivo às liberdades dos extremistas e dos islamistas, especialmente quando a vida das pessoas está em risco", disse ao jornal Handelsblatt.

O presidente da associação de agentes da polícia alemã, Dirk Peglow, também acusou o sistema judicial de ter sido demasiado brando com Ballout. "No caso de pessoas que representam uma ameaça deste tipo, o fim do período de detenção não deve significar o fim da supervisão estatal", afirmou, em declarações ao mesmo jornal económico.

 

A Semana com RFI

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Comentários

Soares
16 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
20 dias atrás

Boa sorte

Terra
10 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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