quarta-feira, 29 julho 2026

I Internacional

EUA: Trump volta a reivindicar a Gronelândia e líderes da NATO reúnem-se

Pouco depois de Trump ter aterrado, na tarde de ontem, voltou a defender a ideia, já avançada este ano, de que a Gronelândia, o território ártico semi-autónomo da Dinamarca, "deveria ser controlada pelos Estados Unidos". Prosseguiu, criticando a Dinamarca por investir pouco na defesa da ilha, afirmando que Copenhaga "não gasta dinheiro para realmente ajudar a Gronelândia", insinuando que o país não consegue defender a vasta ilha de navios russos ou chineses que, diz, operam na região.

À chegada à cimeira, na manhã de quarta-feira, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reiterou a posição do país de que "a Gronelândia, naturalmente, não está à venda". "Somos um Estado soberano e precisamos que todos respeitem a nossa integridade territorial", afirmou.

Questionada sobre se a Dinamarca defenderia militarmente a Gronelândia em caso de ataque, respondeu: "estamos prontos para defender todo o território da NATO, o que inclui o nosso". "Claro que defenderemos o Reino da Dinamarca", disse Frederiksen. "Os groenlandeses não querem fazer parte dos Estados Unidos. Deixaram isso claro", acrescentou. Várias sondagens realizadas entre a população da Gronelândia mostram uma resistência esmagadora a tornar-se território dos EUA. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, contornou o tema quando questionado pelos jornalistas, afirmando que "no que diz respeito à Gronelândia e à Dinamarca, temos um bom processo em curso".  

Em janeiro passado, quando as ameaças de Trump de anexar o território atingiram o auge, Rutte garantiu que o assunto ficasse fora dos trabalhos oficiais da NATO, optando por o gerir através de uma diplomacia de vaivém entre todas as partes. É, por isso, muito improvável que a questão da Gronelândia figure na agenda formal quando os líderes iniciarem os trabalhos, por volta das 11h15, no Conselho do Atlântico Norte (NAC), o principal órgão de decisão da NATO. Trump ficará sentado à mesma mesa que Frederiksen. "A estratégia passará por não mencionar o assunto e levar a cimeira até ao fim", disse à Euronews uma fonte conhecedora da situação.

"Espero que cancelem a cimeira do próximo ano, mais dois anos disto com Trump serão muito prejudiciais para a NATO e para a segurança", acrescentou, lamentando que as tentativas da aliança para apaziguar Trump não estejam a resultar. "Trump só quer aumentar a pressão e está cada vez mais contundente".    

 

A Semana com Euronews

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Comentários

Soares
18 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
22 dias atrás

Boa sorte

Terra
12 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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