Em Paris, mas também Marselha, Lyon, Bordéus, Lille ou Nice nada ficou definido na primeira volta das eleições autárquicas em França. As tendências nas urnas mostram o reforço do voto na extrema-direita e na extrema-esquerda um pouco por toda a França.
Esta semana será definitiva para algumas das maiores cidades de França, já que poucos autarcas nessas cidades conseguiram ser eleitos na primeira volta. Assim, por exemplo, em Paris, para a segunda volta no dia 22 de Março há cinco candidatos que mantêm: Emmanuel Gregoire (socialista apoiado pelos ecologistas e comunistas), Rachida Dati (Os Republicanos e MoDem), Sophia Chikirou (França Insubmissa), Pierre-Yves Bournazel (Horizonte e Renascença) e ainda Sarah Knafo (Reconquista).
Mesmo se a esquerda de Gregoire surpreendeu com uma votação superior ao esperado, o mandato não está ganho para a seguna volta. Já em Marselha, segunda maior cidade de França, o socialista Benoît Payan que acabou de concluir seis anos de mandato, consegue apenas mais 4 mil votos que Franck Allisio, candidato de extrema-direita. Restam ainda na corrida os candidatos da extrema-esquerda e da direita.
Em Lille, uma cidade governada há várias décadas pelos socialistas, o candidato socialista Arnaud Deslandes está quase empatado com a candidata de extrema-esquerda Lahouaria Addouche. Já em Nice, o candidato de extrema-direita, Eric Ciotti, consegue colocar-se à frente do candidato e autarca dos último três mandatos, Christian Estrosi.
Nas cidades, vilas e aldeias, muitos destes duelos políticos já ficaram saneados na primeira volta e a extrema-direita manteve algumas cidades importantes. Louis Aliot, dirigente da União Nacional, ganhou na primeira volta em Perpignan, Frejus continua também sob o domínio da extrema-direita e Cagnes-sur-Mer passou também para a extrema-direita. Em França, as diferentes forças de extrema-direita tiveram mais de 10% em mais de 500 cidades com mais de 3.500 habitantes.
Édouard Philippe, potencial candidato presidencial de centro-direita a estar à frente na primeira volta no Havre, com muitas listas encabeçadas pelo partido criado por Emmanuel Macrona desaparecerem na primeira volta.
Tanto o reforço da extrema-direita como da extrema-esquerda complicam as contas para as eleições presidenciais de 2027, mostrando que pode haver uma multiplicação de candidatos ao Eliseu. Estima-se que 56% dos franceses tenham ido votar na primeira volta das eleições autárquicas.
A Semana com RFI África







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