O Governo cabo-verdiano anunciou esta quarta-feira, 04, que vai acompanhar o Brasil e apoiar a candidatura da chilena Michelle Bachelet para secretária-geral das Nações Unidas.
“Em oito décadas de história, é hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher. A trajetória de Bachelet é marcada pelo pioneirismo”, sublinhou nas redes sociais o chefe de Estado brasileiro, recordando que ela foi a primeira mulher a presidir o Chile e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde no país.
José Luís Livramento Brito, que estará no Brasil até sexta-feira em visita oficial, frisou que o Governo que integra tomou “boa nota” do nome Michelle Bachelet e enfatizou ainda o apoio brasileiro.
“É preciso ter coragem“, disse, enaltecendo ainda que a escolha recaiu numa mulher, que, caso seja eleita, seria a primeira mulher a ocupar o cargo de secretária-geral da ONU.
“Em oito décadas de história, é hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher. A trajetória de Bachelet é marcada pelo pioneirismo”, sublinhou nas redes sociais o chefe de Estado brasileiro, recordando que ela foi a primeira mulher a presidir o Chile e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde no país.
“Como alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, trabalhou para proteger os mais vulneráveis, avançar no reconhecimento do direito humano a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável, e dar voz a quem mais precisa ser ouvido“, justificou, acrescentando que a sua experiência “com o multilateralismo a credenciam para conduzir a ONU, num contexto internacional marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos”.
“Essa candidatura reflete a vontade compartilhada dos nossos países de contribuir ativamente para o fortalecimento do sistema multilateral e de promover uma liderança capaz de responder aos desafios atuais”, lê-se no comunicado conjunto dos três países latino-americanos.
“Subscrevemos essa candidatura com a convicção de que a sua liderança contribuirá para o pleno cumprimento dos propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas“, frisaram os três países.
Embora não exista nada formalmente estabelecido, a seleção costuma respeitar um princípio de rotação entre regiões, sendo a América Latina uma das que partem com vantagem.
O último secretário-geral latino-americano foi o peruano Javier Pérez de Cuéllar, que ocupou o cargo entre 1982 e 1991, tendo-lhe sucedido dois africanos, um asiático e um europeu.
O atual líder da ONU, António Guterres, deve deixar o cargo em 31 de dezembro de 2026.
A Semana com Observador/Lusa







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