domingo, 14 junho 2026

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Cuba condena e denuncia nova escalada com o cerco económico dos Estados Unidos

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O Governo cubano, em comunicado remetido ao Asemanaonline, condena a nova escalada do Governo dos Estados Unidos da América contra Cuba, impondo um cerco absoluto ao abastecimento de combustível ao país.

“Esse país se arroga o direito de ditar aos Estados soberanos com  quais nações podem comercializar e para quais podem exportar os seus produtos nacionais”, criticou.Segundo a mesma fonte, a ordem executiva do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, constitui, portanto, uma violação flagrante do Direito Internacional e atenta, além disso, contra a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz.

Contesta que os Estados Unidos da América, liderado por Trump, anunciou em 29 de janeiro, que o seu governo poderá impor tarifas comerciais às importações de produtos provenientes de países que fornecem petróleo a Cuba.  

O governo de Cuba disse que para justificar uma ação tão extrema, o texto da referida ordem apresenta uma extensa lista de “mentiras e acusações difamatórias” contra Cuba.

Dentre esta lista, destacou a afirmação, que considera “absurda”, de que Cuba constitui uma “ameaça incomum e extraordinária” para a segurança nacional dos Estados Unidos.

“O próprio presidente e o seu governo estão cientes de que ninguém ou muito poucos podem acreditar em argumentos tão mentirosos, mas não se importam. Tal é o seu desprezo pela verdade, pela opinião pública e pela ética governamental quando se trata de endossar a sua agressão contra Cuba”, refere o comunicado.

Com esta decisão, o governo cubano afirma que os Estados Unidos, através da chantagem, da ameaça e da coerção direta a países terceiros, tenta impor pressões adicionais às ações de asfixia económica que, desde o primeiro mandato de Trump, foram dispostas para impedir a entrada de combustíveis no país.

 Isto, segundo a mesma fonte, reforça a forma “perigosa” de conduzir a política externa dos Estados Unidos por meio da força e de exercer as suas ambições para garantir o seu hegemonismo imperialista.

“Esse país se arroga o direito de ditar aos Estados soberanos com  quais nações podem comercializar e para quais podem exportar os seus produtos nacionais”, criticou.

Segundo a mesma fonte, a ordem executiva do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, constitui, portanto, uma violação flagrante do Direito Internacional e atenta, além disso, contra a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz.

O comuncado realça que está amplamente documentada a disposição histórica de Cuba de manter com o governo dos Estados Unidos um diálogo sério e responsável, baseado no Direito Internacional, na igualdade soberana, no respeito mútuo, no benefício recíproco, sem ingerência nos assuntos internos e com absoluto respeito à independência e à soberania dos Estados.

Acrescentou ainda que é de conhecimento de todos, incluindo o próprio governo estadunidense, que Cuba não constitui qualquer ameaça para os Estados Unidos, os seus interesses nacionais ou o bem-estar dos cidadãos desse país que, além disso, sempre foram tratados com respeito e hospitalidade quando o seu governo lhes permitiu visitar a ilha.

“Cuba não ameaça nem agride nenhum país. Não é objeto de sanções por parte da comunidade internacional. É um país pacífico, solidário e cooperativo, disposto a ajudar e contribuir com outros Estados”, disse.

Acrescentou que a comunidade internacional tem diante de si o desafio inelutável de definir se um crime desta natureza poderá ser o sinal do que está por vir ou se prevalecerão a sensatez, a solidariedade e a rejeição à agressão, à impunidade e ao abuso.

“Enfrentaremos o novo ataque com firmeza, equanimidade e segurança de que a razão está absolutamente do nosso lado”, concluiu.

 

MNE  condena o terrorismo e mostra-se aberto a cooperar com os EUA

 

O país de Fidel Castro  condena inequivocamente o terrorismo em todas as suas formas e manifestações, ao mesmo tempo que reafirma o seu compromisso de cooperar com os Estados Unidos e outras nações para fortalecer a segurança regional e internacional.

O Ministério das Relações Exteriores (MNE) afirma, por seu turno, categoricamente que Cuba não alberga, não apoia, não financia, e nem permite organizações terroristas ou extremistas. Acrescenta ainda que o país  mantém uma política de tolerância zero face ao financiamento do terrorismo e à lavagem de dinheiro, estando comprometido com a prevenção, deteção e combate a atividades financeiras ilícitas, em conformidade com os padrões internacionais.

“Qualquer interação passada que tenha envolvido pessoas posteriormente designadas como terroristas ocorreu unicamente em contextos humanitários limitados, ligados a processos de paz reconhecidos internacionalmente, a pedido dos respetivos governos, de forma plenamente transparente”, sublinhou.

A fonte que vimos citando afirma que Cuba não alberga bases militares ou de inteligência estrangeiras e rejeita a caracterização de ser uma ameaça à segurança dos Estados Unidos. Pelo contrário, aponta que está disposta a reativar e ampliar a cooperação bilateral com os Estados Unidos para enfrentar ameaças transnacionais partilhadas, sem jamais renunciar à defesa da sua soberania e independência.  

Propõe renovar a cooperação técnica com os Estados Unidos em áreas que incluem a luta contra o terrorismo, a prevenção da lavagem de dinheiro, o combate ao narcotráfico, a cibersegurança, o tráfico de pessoas e os crimes financeiros.

Por fim, o MNE reafirmou a sua disposição de manter um diálogo respeitador e recíproco, orientado para resultados concretos com o Governo dos Estados Unidos, baseado no interesse mútuo e no direito internacional.

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