Militares entregaram ao presidente de transição da Guiné-Bissau a proposta de data para as eleições gerais. A votação anterior foi anulada após o golpe. Líderes da oposição continuam refugiados ou detidos.
À saída da reunião com o presidente de transição, os militares não revelaram a data proposta para as novas eleições, embora o escrutínio deva ter lugar ainda este ano. "Cabe ao presidente de transição anunciar ao país a data", afirmou Samuel Fernandes.
O Alto Comando Militar, que detém o poder na Guiné-Bissau, entregou hoje ao presidente de transição, Horta Inta-A, líder dos golpistas, a proposta de data para a realização das eleições gerais no país, informou à imprensa o major-general Samuel Fernandes, vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.
À saída da reunião com o presidente de transição, os militares não revelaram a data proposta para as novas eleições, embora o escrutínio deva ter lugar ainda este ano. "Cabe ao presidente de transição anunciar ao país a data", afirmou Samuel Fernandes.
O presidente de transição reuniu-se também com o Conselho Nacional de Transição sobre a marcação da data das eleições gerais.
A 26 de novembro de 2025, horas antes de a Comissão Nacional de Eleições (CNE) divulgar os resultados das eleições gerais, militares leais ao ex-Presidente e candidato a um segundo mandato, Umaro Sissoco, tomaram o poder e anularam o processo eleitoral, numa altura em que o candidato da oposição, Fernando Dias, já reivindicava a vitória na primeira volta.
Desde então, Dias refugiou-se na embaixada da Nigéria, em Bissau, enquanto a principal figura da oposição, o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, permanece detida há mais de 55 dias, sem que se saiba de que crime é acusado.
A Semana com DW África







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