segunda-feira, 15 junho 2026

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Praia: Edil Francisco Carvalho pede adiamento da sua audição na PGR por estar fora do país

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O presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, devia ser ouvido hoje na Procuradoria-geral da República, mas tal não foi possível por se encontrar ausente do País, devido ao “compromisso” que já havia assumido.

 

Francisco Carvalho considera que a Câmara da Praia está a ser alvo de um “ataque político”, alegadamente promovido pelo MpD, partido no poder, recorrendo à actuação da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Nacional.

 

O edil praiense devia ser ouvido na sequência das recentes buscas realizadas pelo Ministério Pública à Câmara Municipal da Praia, mas, conforme apurou a Inforpress, pediu o adiamento, justificando que já tinha assumido um “compromisso” no exterior.

Na Procuradoria Geral da República, a Inforpress tentou saber se a audição foi efectivamente adiada, mas uma fonte contactada escusou-se confirmar, alegando que o processo “está sob segredo de justiça”.

Entretanto, a Inforpress sabe que os vereadores Jorge Garcia e Kyrha Varela, respectivamente responsáveis pelo pelouro da Cultura e Urbanismo, Planeamento Territorial, Infraestruturas e Gestão de Espaços Públicos da câmara da Praia, foram ouvidos esta terça-feira, 23.

A direcção Financeira e Patrimonial da Câmara Municipal da Praia, na Fazenda, foi na passada sexta feira, 12, alvo de buscas pelo Ministério Público, visando a apreensão de documentos, dinheiro e objectos que sirvam à prova no âmbito de denúncias de “ilegalidades e corrupção”.

A busca aconteceu na sequência do auto de instrução nº 27/2023/2024, que foi aberto pela Procuradoria-geral da República, em 2024, contra a Câmara Municipal da Praia por causa das denúncias de “ilegalidades e crimes de corrupção” feitas pelo inspector de Finanças Renato Fernandes. 

Posteriormente, o procurador da República, que acompanhou o processo de buscas na Direcção Financeira e Patrimonial, na Fazenda, deslocou-se aos Paços do Concelho, encontrando as portas fechadas, ordenou o seu arrombamento à marretada.

O autarca praiense defendeu que a actuação da PGR contrariou a decisão judicial, alegando que o mandado dizia respeito exclusivamente à Direcção Financeira e Patrimonial.

Francisco Carvalho considera que a câmara da Praia está a ser alvo de um “ataque político”, alegadamente promovido pelo MpD, partido no poder, recorrendo à actuação da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Nacional.

A Semana com Inforpress

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