segunda-feira, 15 junho 2026

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Caso do chumbo da condenação do golpe de estado na Guiné-Bissau pelo MpD: José António  dos Reis adverte que pode configurar uma censura ao governo

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Num post que acaba de publicar na sua página  de Facebook, o  analista  José  Antnio do Reis adverte que «pode configurar uma 'censura' ao Governo do MPD» a não aprovação pela sua bancada a resolução que condena o golpe de estado na Guiné-Bissau, apresentada pelo PAICV na última sessão da Assembleia Nacional. Conclui que «é o sistema MpD a funcionar no seu esplendor», ficando a sua bancada na condição delicada de carregar o ónus político de não ter condenado um golpe de estado, como fizeram a CEDEAO, a União Africana, o Parlamento Europeu, o Parlamento português e todos os que propugnam pelo Estado de Direito e pela Democracia.
 
 Para dos Reis, o  Grupo Parlamentar do MpD ao não concordar com o texto apresentado pelo PAICV deveria, como era sua obrigação, apresentar um texto alternativo e colocá-lo à votação, fazendo jus ao conteúdo do programa político do MPD.
 
«Enquanto o governo do MpD age de acordo com os princípios e valores inscritos no programa político do MpD, não só por ter condenado, desde a primeira hora, o golpe de Estado levado a cabo por militares golpistas, como votou favoravelmente pela suspensão da Guiné-Bissau de todas as atividades da CPLP, o Grupo Parlamentar do MPD aparece, de passos trocados, e vota contra a condenação do golpe de Estado no parlamento, com uma 'esquisita' justificação, postura que, interpretada à letra, pode configurar uma 'censura' ao Governo do MPD», lê-se no post referido.
 
Para dos Reis, o  Grupo Parlamentar do MpD ao não concordar com o texto apresentado pelo PAICV deveria, como era sua obrigação, apresentar um texto alternativo e colocá-lo à votação, fazendo jus ao conteúdo do programa político do MPD.
 
«Não o tendo feito, fica o Grupo Parlamentar do MPD na condição delicada de carregar o ónus político de não ter condenado um golpe de estado, já condenado pela CEDEAO, União Africana, Parlamento Europeu, Parlamento português, e por todos os que propugnam pelo Estado de Direito e pela Democracia Constitucional», conclui José  António dos Reis.

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