Norte contra Sul: UE volta a dividir-se em reunião decisiva para a Ucrânia. Para já, quem ganha é a Rússia
CULTURA
Norte contra Sul: UE volta a dividir-se em reunião decisiva para a Ucrânia. Para já, quem ganha é a Rússia
É preciso continuar a ajudar a Ucrânia e é preciso dinheiro para isso. Até aqui há consenso, mas falta falar do resto, que é a parte mais difícil.
É o Norte contra o Sul, basicamente, com a Alemanha a juntar-se aos países nórdicos e do este da Europa para dizerem que não há mesmo outra alternativa. São dois grandes grupos a oporem-se sobre a melhor forma de ajudar Kiev.Isto tudo numa reunião cuja continuação já começou mal.
Os líderes de toda a União Europeia estão esta quinta-feira numa maratona em que, segundo a CNN Portugal, a discussão sobre o que fazer aos bens russos congelados é o tema central. O dinheiro, mais de 200 mil milhões de euros, deve ser utilizado para ajudar a reconstruir a Ucrânia, sim, mas ainda não há garantias de segurança que satisfaçam todos os Estados-membros.
Conforme a mesma fonte, a Bélgica foi a primeira a acenar negativamente, até porque é lá, na Euroclear, que está a esmagadora maioria do dinheiro. O governo belga teme que a utilização do dinheiro venha a ser considerada ilegal, o que obrigaria Bruxelas a pagar todo o montante de volta à Rússia.E a reunião que decorre desde esta quarta-feira não parece ter aproximado as partes. Bem pelo contrário. De acordo com o POLITICO citado pela CNN, existe uma grande divisão no centro da União Europeia sobre como é que se pode financiar a Ucrânia.Uma divisão que se faz de forma já típica. É o Norte contra o Sul, basicamente, com a Alemanha a juntar-se aos países nórdicos e do este da Europa para dizerem que não há mesmo outra alternativa. São dois grandes grupos a oporem-se sobre a melhor forma de ajudar Kiev.Isto tudo numa reunião cuja continuação já começou mal. Uma fonte europeia com conhecimento da situação disse ao POLITICO que os líderes europeus levaram a mal o atraso de Ursula von der Leyen e António Costa, que demoraram uma hora a chegar ao local, já que tiveram de receber os agricultores da Copa-Cogeca, refere a fonte deste jornal.
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