Numa declaração transmitida pela Televisão Pública da Guiné-Bissau, Comando Militar para a Restauração da Ordem Constitucional anunciou destituição do poder político no país.O presidente Umaro Sissoco Embaló, o candidato da oposição Fernado Dias e o antigo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira foram detidos e levados para uma base aérea não identificada junto ao aeroporto de Bissau.
há 3 horasNuma declaração transmitida pela Televisão Pública da Guiné-Bissau, Comando Militar para a Restauração da Ordem Constitucional anunciou destituição do poder político no país.Após os tiroteios ouvidos em Bissau, pelas 12h40, desta quarta-feira (26.11), os militares tomaram o poder no país, revela a DW África.
Numa declaração transmitida pela Televisão Pública da Guiné-Bissau, o Comando Militar para a Restauração da Ordem Constitucional anunciou que assumiu "a plenitude dos poderes do Estado da República da Guiné-Bissau". A declaração foi lida por Denis N’tchama na Televisão Pública.
Segundo revela a Euronews, o presidente Umaro Sissoco Embaló terá sido detido quando se encontrava no palácio presidencial, e há relatos de tiros de armas ligeiras e de guerra no centro da capital Bissau, segundo a imprensa local. O próprio chefe de Estado disse à revista Jeune Afrique que foi detido perto das 12 horas, hora local, sem recurso a violência.
O candidato da oposição Fernando Dias, que declarou vitória nas eleições e que enfrentou Umaro Sissoco Embalô nas urnas, e o o antigo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, também terão sido detidos e levados para uma base aérea, avançou a RFI.
Conforme o comunicado do Comando Militar para a Restauração da Ordem Constitucional, a decisão de golpe de estado surge na sequência da descoberta de "um plano em curso para desestabilizar o país", alegadamente envolvendo políticos nacionais e estrangeiros, bem como "a participação de um conhecido barão da droga". O documento refere ainda uma tentativa de manipulação dos resultados eleitorais e a existência de "um depósito de armamento de guerra", descoberto pelos serviços de informação do Estado.
Entre as medidas anunciadas pelo Alto Comando Militar estão:
- Destituição imediata do Presidente da República;
- Encerramento de todas as instituições da República até novas ordens;
- Suspensão do processo eleitoral em curso;
- Encerramento das fronteiras terrestres, marítimas e do espaço aéreo nacional;
- Imposição de recolher obrigatório entre as 19h00 e as 06h00;
- Suspensão das atividades de todos os órgãos de comunicação social.
O comunicado referido sublinha que estas medidas permanecerão em vigor "até que a situação seja convenientemente esclarecida e repostas as condições para o pleno retorno à normalidade constitucional". O Alto Comando apela à calma e à colaboração da população, justificando as ações como resposta a uma “emergência nacional".







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