segunda-feira, 15 junho 2026

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Guiné-Bissau: Mais de 966 mil eleitores escolhem novo presidente da Guiné-Bissau- DSP denuncia detenção de apoiante de Fernando Dias

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 Mais de 966 mil eleitores são chamados hoje às urnas para escolher o novo Presidente da República da Guiné-Bissau e os 102 deputados da Assembleia Nacional Popular. O lider do PAI-Terra Arranca, Domingos Simões Pereira, dununcia, no entnto, a detenção de um dos coordenadores da candidatura de Fernando Dias, principal adversário do presidente cessante Sissoco Embalo, e ter visto "um regime nervoso, que não está confiante".

 

 
há 3 horas

Estas eleições ditarão a continuidade de Embaló ou a mudança de regime com vários organismos e analistas internacionais a alertarem para os riscos de nova crise pós-eleitoral na Guiné-Bissau.

 

Segundo DW África, o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, denunciou, este domingo, a detenção" de Victor Mandinga (Nado Mandinga), coordenador da candidatura de Fernando Dias para a região de Bafatá, no leste da Guiné-Bissau. Para Simões Pereira, este é um episódio que mancha o processo eleitoral deste domingo, 23 de Novembro.

 

Noticias ao Minuto (NM), que cita Lusa,  contextualiza que as eleições deste domingo são as quartas gerais realizadas no país africano e as primeiras em que o histórico partido PAIGC fica de fora da corrida eleitoral, num processo marcado pela exclusão, por parte do Supremo Tribunal de Justiça, dos principais adversários.

 O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, concorre a um segundo mandato e é um dos 12 candidatos às presidenciais, em que o independente Fernando Dias se destacou na campanha eleitoral depois de receber o apoio do PAIGC e do líder Domingos Simões Pereira, também excluído pelo Supremo e até então considerado o principal adversário de Embaló.
 

Conforme a mesma fonte, a corrida à Presidência da República centralizou a campanha eleitoral, deixando para segundo plano as legislativas que vão ditar a composição do parlamento encerrado há dois anos, desde que o Presidente dissolveu a maioria PAI-Terra Ranka, liderada pelo PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde).

Nenhuma das anteriores forças partidárias concorre às eleições legislativas deste domingo, que têm 14 candidaturas e uma nova coligação, a Plataforma Republicana que reúne 16 partidos no apoio ao segundo mandato de Umaro Sissoco Embaló.

Estas eleições ditarão a continuidade de Embaló ou a mudança de regime com vários organismos e analistas internacionais a alertarem para os riscos de nova crise pós-eleitoral na Guiné-Bissau.

A comunidade internacional, como a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), está no terreno a fazer observação do processo eleitoral na Guiné-Bissau.

Estas eleições, prosse a fonte deste jornal, decorrem sem a presença de jornalistas portugueses, depois de o Governo guineense ter expulsado, em agosto, as delegações da Lusa, RTP e RDP.

A dissolução do parlamento originou as eleições legislativas antecipadas deste domingo, que decorrem em simultâneo com as presidenciais, depois da polémica do fim do mandato do Presidente que, para a oposição terminou em fevereiro deste ano e para o chefe de Estado em setembro.

Para estas eleições estão inscritos 966.152 eleitores, um número superior em mais de 42 mil em relação às legislativas de 2023.

No chamado círculo Europa, que engloba alguns países deste continente, entre os quais Portugal, vão poder votar 26.420 eleitores, dos quais 13.764 no território português enquanto no círculo África estão inscritos 25.304 cidadãos guineenses.

A votação no território guineense, em África (Cabo Verde, Guiné-Conacri, Gâmbia, Mauritânia e Senegal) e na Europa (Portugal, Espanha, Itália França, Inglaterra, Alemanha e Benelux) vai decorrer em 3.728 assembleias de voto, que representam 2.118 distritos eleitorais.

De acordo com a legislação eleitoral da Guiné-Bissau, as assembleias de voto abrem às 07:00 horas da manhã, mesma hora em Lisboa, e encerram às 17:00 horas, começando de imediato o processo de apuramento no local dos resultados da votação, conclui NM que cita Lusa.

 

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