domingo, 26 julho 2026

C Cultura

Festival da Baía das Gatas: Soraia Ramos maravilha público jovem na sua estreia

A actuação da cantora Soraia Ramos marcou o primeiro dia da 38ª edição do Festival da Baía das Gatas ao “prender” o público jovem, que cantou em coro e aclamou a artista do início ao fim.

Mal a jovem cantora subiu ao palco, o público desatou a correr à procura de um lugar mais próximo ou do melhor ângulo para ver a performance desta que era uma das artistas mais esperadas da noite.

E Soraia Ramos retribuiu com temas do seu repertório, que fazem sucesso actualmente, desde o “Não dá Ah, Ah”, passando pelo “O Nosso amor” e “Bai”, enquanto o público respondia euforicamente entoando cada refrão, protagonizando um diálogo entre o palco e a plateia.

“Soncente é sabe pa c…” respondeu no final do espetáculo a cantora, já contagiada pela energia dos sanvicentinos, que devolveram com uma explosão gritos e aplausos, para depois dançarem ao ritmo do “Bu Na Bali Nada”, um dos grandes sucessos e que levou Baía à êxtase, ao mesmo tempo que o público protogonizava um show de luzes com os telemóveis.

“Foi uma actuação incrível”, assim descreveu Soraia Ramos ao falar da sua primeira actuação na Baía das Gatas, que segundo a cantora tem “um dos melhores públicos” em Cabo Verde.

“Sabia que o público de São Vicente era louco, mas não sabia que tinham tanta energia. É a minha primeira vez na Baía como púbico e como artista e foi uma honra representar Cabo Verde neste festival é sem dúvida que foi um dos melhores públicos que eu tive em Cabo Verde”, disse a artista, destacando a “energia do público” que cantou as suas músicas e a ajudou a fazer um “show inesquecível”.

Da ala masculina, Djosinha foi quem aqueceu o público com o seu carisma e espontaneidade, características que marcam a sua atuação em palco.

É que, apesar dos seus 81 anos e de estar a completar 70 anos de carreira, a jovialidade de Djosinha sempre esteve presente nas músicas, na sua dança e na forma como interagiu com o público.

O cantor, que encerrou o quarteto de vozes masculinas após uma viagem pela música tradicional protagonizada por Toi Pinto, Jorge Sousa e Leonel Almeida, mostrou-se satisfeito por voltar à Baía das Gatas, dez anos depois da sua última actuação.

“É uma grande satisfação para mim cantar na Baía das Gatas depois de muitos anos, porque lembraram que estava a fazer precisamente 70 anos de carreira e que eu poderia ser convidado para estar hoje aqui. De forma que eu dei o meu ‘best’, a única coisa que eu poderia”, declarou

Aliás, a música tradicional cabo-verdiana foi o prato forte deste primeiro dia, ocupando cerca de três horas do festival, que arrancou com cerca de uma hora de atraso.

O toque de arranque desta maratona aconteceu com a cantora Tchicau, a primeira do quarteto de mulheres previstas para dar o arranque.

A artista, que se estreou no festival, disse ter se sentido como se fosse uma rainha ao concretizar o sonho de cantar neste que é “um dos melhores festivais de Cabo Verde”.

Seguiu-se Aline Frederico, depois Carmen Silva que fez uma incursão pela música tradicional passando pela ‘world music’.

Para encerrar o quarteto, de mulheres, Cremilda Medina entrou a cantar “Porton di Nôs ilha”, passou por “Saiona de 20 Óne” e conseguiu fazer com que o público que se encontrava nas proximidades do palco, sobretudo alguns jovens, respondesse em coro.

Quando faltavam 20 minutos para às 01:00 entrou Manú Lima e os Cabo Verde Show que lembraram temas como “Milena”, “Sima Sima” e “Teteya”, que marcaram os anos 80, entre outras músicas e que ainda continuam a impactar.

O encerramento do primeiro dia do festival coube aos rappers portugueses do grupo Wet Bed Gang, que depois da actuação de Soraia Ramos ficou com a responsabilidade de manter a fasquia alta, sobretudo junto da camada jovem, que, fugindo ao habitual, fez da sexta-feira “o seu dia D” para o festival.

Não há registos de ocorrências quer na Baía das Gatas, quer na estrada, de acordo com as autoridades.

Hoje, o festival da Baía das Gatas promete mais música com os artistas Ari Kueka, que abre, seguido de Ceuzany, Gai, Constantino Cardoso, Anísio, Nenny, Loony Johnson e por último Julinho KSD.

No domingo, a abertura da 38ª edição do festival, em homenagem aos cabo-verdianos “um povo resiliente”, está prevista para acontecer mais cedo. Vão cantar Edwin Vibez, Gillo, Yuran Beatz & Kré SK, e Tiago Silva, Hilár e Dieg, para além da dupla de cantores santomenses Calema, do cantor Djodje e da banda de reggae Morgan Heritage, que vai encerrar o festival. A Semana com Inforpress

Ocultar formulário

5000 caracteres restantes


Colunistas

Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
21 Jul. 2026
SOBRE ESTAR SÓ
Sei que há muito palpite sobre a solidão. Altemar...
José João Neves Barbosa Vicente
José João Neves Barbosa Vicente
21 Jul. 2026
 “TUBARÕES AZUIS”: A REPRESENTAÇÃO DE UM POVO
A atuação dos “Tubarões Azuis” contribui para inspirar crianças,...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
21 Jul. 2026
Justiça social, racionalidade orçamental e o papel...
A vitória eleitoral de Francisco Carvalho e da plataforma...
Péricles Tavares
Péricles Tavares
12 Jun. 2026
Carta Aberta ao novo Primeiro-Ministro:Responsabilidade de unir...
Estamos convictos de que, sob a sua liderança, Cabo...
Domingos Landim de Barros
Domingos Landim de Barros
03 Jun. 2026
Radiografia da minha eira
Algo que, com todo o preito, se assemelha à...

Comentários

Soares
14 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
18 dias atrás

Boa sorte

Terra
9 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

publireport