Pela primeira vez desde o início da guerra no Irão, a 28 de Fevereiro, a Câmara dos Representantes norte-americana aprovou uma resolução que ordena a retirada das tropas norte-americanas. Esta resolução foi aprovada com 215 votos a favor e 208 contra.
Agora a resolução adoptada vai para o Senado, o que poderá ocorrer já esta semana. Todavia, se o projecto de lei for aprovado por ambas as câmaras do Congresso após o processo parlamentar, Donald Trump terá o poder de vetar essa resolução para impedir a sua promulgação.
É uma votação simbólica que ainda tem de passar pelo Senado e que pode ser contestada pelo poder de veto do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alerta a RFI.
No entanto, é um golpe para a política do chefe de Estado norte-americano visto que quatro congressistas republicanos votaram a favor da resolução e foi isso que ditou a aprovação desse texto.
Agora a resolução adoptada vai para o Senado, o que poderá ocorrer já esta semana. Todavia, se o projecto de lei for aprovado por ambas as câmaras do Congresso após o processo parlamentar, Donald Trump terá o poder de vetar essa resolução para impedir a sua promulgação.
Para contornar esse veto presidencial, seria necessária, segundo a mesma fonte, uma nova votação em ambas as câmaras, com uma maioria de dois terços, algo complicado, dada a actual composição da Câmara dos Representantes e do Senado.
Recorde-se que segundo a Constituição dos Estados Unidos, apenas o Congresso tem autoridade para declarar guerra. O Presidente teria necessitado da autorização do Congresso no prazo de 60 dias após o arranque do conflito.
Contudo, no início de Maio, Donald Trump ignorou esse prazo, argumentando que o conflito havia terminado devido ao cessar-fogo em vigor desde 08 de Abril.
Essa teoria é contestada pelos democratas visto que continua a haver ataques entre os dois países e as negociações para um fim duradouro dos combates têm-se arrastado, conclui a fonte deste jornal.







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