A Polícia Judiciária deteve 16 suspeitos, entre os quais duas mulheres, e apreendeu droga, dinheiro e outros bens alegadamente ligados à actividade criminosa, durante a operação “Esperança”, realizada no bairro da Boa Esperança, na ilha da Boa Vista.
A operação culminou com a apreensão de cerca de 300 doses de cocaína, além de cannabis, haxixe, quantias em dinheiro e diversos materiais associados à actividade criminosa.
Os resultados da operação, realizada no passado dia 31 de Maio naquela localidade, foram apresentados na tarde desta quarta-feira, 3, pelo director nacional da Polícia Judiciária, Manuel da Lomba, durante uma conferência de imprensa nas instalações da instituição.
Ao apresentar o balanço da operação, o director nacional classificou, segundo a Inforpress, a acção como mais um passo no combate ao tráfico de droga, fenómeno que apontou como estando na origem de vários crimes que afectam a segurança pública no País.
No total, foram detidos 16 indivíduos, entre os quais duas mulheres, no âmbito da operação.
A operação culminou com a apreensão de cerca de 300 doses de cocaína, além de cannabis, haxixe, quantias em dinheiro e diversos materiais associados à actividade criminosa.
Entre os bens apreendidos encontram-se ainda objectos provenientes de alegados furtos e receptação.
Segundo Manuel da Lomba, a intervenção policial foi precedida de uma investigação que decorreu durante aproximadamente oito meses, desde Setembro de 2025, e contou com o envolvimento de efectivos da PJ da Boa Vista, reforçados por equipas destacadas da Cidade da Praia, além do apoio da Polícia Nacional e de outras instituições parceiras.
“O crime não compensa. Por detrás dos lucros do tráfico existem vítimas e, muitas vezes, vítimas inocentes”, afirmou aquele responsável, defendendo a necessidade de uma resposta firme das autoridades perante este tipo de criminalidade.
O dirigente vincou ainda que o reforço recente de recursos humanos tem permitido aumentar a capacidade operacional da instituição em várias ilhas e indicou que a Boa Vista recebeu entre sete e oito novos efectivos, enquanto a ilha do Sal foi reforçada com mais 14 inspectores.
Questionado sobre a participação de cidadãos estrangeiros em redes criminosas, Manuel da Lomba afirmou que a PJ conduz as suas investigações sem distinção de nacionalidade, focando-se exclusivamente nos factos e na prática de crimes.
Segundo ainda a fonte deste jornal, a operação “Esperança” insere-se na estratégia nacional de combate ao tráfico de estupefacientes e à criminalidade organizada, área que a Polícia Judiciária considera prioritária devido ao impacto que exerce em fenómenos como furtos, roubos e lavagem de capitais.







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