segunda-feira, 22 junho 2026

Projecto Djeu: Bastonário dos Arquitectos de Cabo Verde defende reconquista da orla marítima para cidade

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O bastonário da ordem dos arquitectos de Cabo Verde defendeu esta quarta-feira, que a reversão do projecto Djéu para o Estado deve ser vista como oportunidade de catalisar arranjo urbano, devolvendo usufruto à cidade e não a particulares.

Em declarações à Inforpress, o bastonário Job Amado considerou que a decisão do Governo de reverter o projecto resulta, essencialmente, do enquadramento contratual estabelecido entre as partes, pelo que, do ponto de vista institucional, não há muitos comentários adicionais a fazer sobre essa decisão.

“Esperamos que seja uma ocasião para um projecto que funcione como catalisador de um verdadeiro arranjo urbano da orla marítima, que devolva o usufruto da orla à cidade e não a poucos particulares”, sublinhou o bastonário.

No entanto, do ponto de vista do ordenamento do território, Job Amado é claro quanto ao impacto negativo do projecto, mesmo que inacabado.

O mesmo recordou que em outras ocasiões já tinha alertado para o facto de se tratar de mais um dos “muros” entre o mar e a cidade.

A mesma fonte considerou o projecto como um entrave a um arranjo urbano digno da orla marítima da cidade da Praia, considerando ser uma “vergonha” o que tem sido feito nas orlas marítimas.  

Para Job Amado, as intervenções realizadas ao longo dos anos nas orlas marítimas na capital do país, têm ido em contraponto do que se faz no mundo inteiro, em vez de promoverem o usufruto colectivo acabam por privatizar a relação da cidade com o mar.

Questionado sobre os princípios que deveriam orientar a reconversão do espaço agora que os bens regressam à esfera pública, o bastonário defende que esta deve ser encarada como uma oportunidade para inverter a tendência de ocupação privada da orla.

Assegurou que quanto ao tipo de ocupação a dar ao espaço seja turística, cultural ou habitacional é importante uma abordagem equilibrada, inspirada em exemplos internacionais, onde diferentes actividades coexistem sem bloquear o acesso ao mar.

Sobre a possibilidade de um novo concurso público internacional de arquitectura para a área, o bastonário considera que essa opção deve ser seriamente ponderada, uma vez que um projecto desta envergadura deve beneficiar de contribuição de profissionais qualificados.

“Normalmente, quando há um projecto público importante, procura-se ouvir vários especialistas competentes, promover uma discussão técnica e, a partir daí, dar aos decisores diferentes balizas para a tomada de decisão”, afirma.

Job Amado acredita ser perfeitamente possível conciliar desenvolvimento económico, preservação ambiental e identidade urbana nesse mesmo espaço.

“Há centenas de exemplos, no mundo, de cidades que souberam aproveitar a sua orla marítima nesse sentido. Para nós também é possível”, assegura.

 

A Semana com Inforpress

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Miranda
6 hours 34 minutes

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
2 days 16 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

Terra
6 days 20 hours

A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

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