segunda-feira, 15 junho 2026

Legislativas 2026: Casimiro de Pina contesta duramente liderança de Ulisses Correia e Silva e justifica sua candidatura independente na lista da UCID

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 «Vou apresentar-me, agora, aos eleitores da minha ilha do Fogo como INDEPENDENTE nas legislativas de 17 de Maio. De cabeça erguida.O povo é soberano e fará a melhor escolha.Quero participar activamente nos debates políticos e procurar, racionalmente, os melhores rumos para esta nação», justifica, na sua página de Facebook,  Casimiro de Pina,  que deixa assim o  seu partido MpD para integrar, como independente, a lista de deputados da UCID para o círculo eleitoral  do Fogo nas legislativas de 17 de Maio próximo. O jurista, que foi candidato presidencial em 2021, insurge-se  contra a atual liderança  de Ulisses Correia e Silva,  protestando que «aqueles que sempre defenderam os valores da República e da Liberdade têm sido hostilizados no MpD e nunca recebem um tratamento condigno, de acordo com o respectivo mérito, talento e contributo».
«O MpD, hoje, é uma manta de retalhos, que acolhe bem certos infiltrados do PAICV e pessoas que NUNCA lutaram por coisa nenhuma e caíram no partido ventoinha praticamente de para-quedas», fundamenta.
«O sr. Ulisses Correia da Silva só precisa dos verdadeiros militantes, amigos da democracia e PENSADORES nos momentos de aperto eleitoral.Vencida a eleição, forma o seu grupinho de lambe-botas e descarta rapidamente todos os outros.É assim que ele 'governa'. Ulisses Correia trata, hoje, as pessoas do MpD (que deixou de ser um forúm de discussão crítica) como autênticas MENTECAPTAS. Não respeita nada nem ninguém. Julga que os outros são meros serviçais», contextualiza.
 
No post referido, Casimiro adverte que o MpD está descaracterizado neste momento. «O MpD ficou tão descaracterizado que até no respectivo Governo certas figurinhas (sem qualquer história nem altura cultural...) caíram, nos últimos tempos, de para-quedas. Literalmente. Surgidas praticamente do nada».
 
Segundo ele, aqueles que sempre defenderam os valores da República e da Liberdade têm sido hostilizados no MpD e nunca recebem um tratamento condigno, de acordo com o respectivo mérito, talento e contributo.
 
 «O MpD, hoje, é uma manta de retalhos, que acolhe bem certos infiltrados do PAICV e pessoas que NUNCA lutaram por coisa nenhuma e caíram no partido ventoinha praticamente de para-quedas», fundamenta.
 
Confira detalhes do conteúdo do Post em apreço, que publicamos,  na íntegra, a seguir.
 
 
 
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Post de Cassimiro de Pina na íntegra 
 
Alguns garotos-de-propaganda, toscos q.b., e rapariguinhas de serviço, cuja inteligência é inversamente proporcional ao respectivo FANATISMO, tentam desabridamente apoucar os outros nas redes sociais e fingir que a Liberdade é algo de sentido único.
Por Zeus!
Não é assim.
O MpD, hoje, é uma manta de retalhos, que acolhe bem certos infiltrados do PAICV e pessoas que NUNCA lutaram por coisa nenhuma e caíram no partido ventoinha praticamente de para-quedas.
Os exemplos abundam.
Aqueles que sempre defenderam os valores da República e da Liberdade têm sido hostilizados no MpD e nunca recebem um tratamento condigno, de acordo com o respectivo mérito, talento e contributo.
Não pode ser. 
Os partidos políticos não podem ser clubes fechados de CASTAS ou amizades de conveniência protegidas por um "líder" fraco.
Tentei, repetidamente, trazer um módico de Razão à organização. Não fui ouvido.
Desisti, pura e simplesmente, perante tanta ignomínia e desconsideração. 
Não se pode pregar eternamente no deserto.
O MpD ficou tão descaracterizado que até no respectivo Governo certas figurinhas (sem qualquer história nem altura cultural...) caíram, nos últimos tempos, de para-quedas. Literalmente. Surgidas praticamente do nada.
Basta o radical oportunismo e, claro, bons contactos.
Pimba, e lá estão, jeitosos, como senhores Ministros ou Secretários de Estado, fabricados no altar dos tristes conchavos da política terceiro-mundista!
O sr. Ulisses Correia da Silva só precisa dos verdadeiros militantes, amigos da democracia e PENSADORES nos momentos de aperto eleitoral.
Vencida a eleição, forma o seu grupinho de lambe-botas e descarta rapidamente todos os outros.
É assim que ele "governa".
Ulisses Correia trata, hoje, as pessoas do MpD como autênticas MENTECAPTAS.
Não respeita nada nem ninguém.
Julga que os outros são meros serviçais.
Governa alegremente sob orientações de Pedro Pires, o antigo ditador do PAIGC-CV, a coberto de uma imensa "amizade" que ninguém percebe e, sobretudo, que DESONRA por completo a história, os valores e o significado ideológico profundo do MpD.
É ISSO que as rapariguinhas e os bajuladores histéricos mais admiram.
Os exemplos abundam, mas recordemos apenas um episódio grotesco.
O sr. Ulisses chegou ao ponto, numa democracia CONSTITUCIONAL como a nossa, de pisar uma DECISÃO da Assembleia Nacional e conferir honras de Estado a uma comemoração partidária sobre Amílcar Cabral, a principal figura histórica do PAIGC e, como ressaltou Humberto Cardoso num editorial portentoso, o criador-mor do REGIME TOTALITÁRIO que massacrou o povo cabo-verdiano durante 15 longos anos, de 1975 a 1990.
Já não há limites!
Num país NORMAL, isso poderia gerar a queda imediata do Governo, que depende, aliás, da confiança parlamentar para se manter.
Ulisses é, tristemente, um pequeno déspota que usa a Constituição da República como quer e NÃO respeita minimamente a sua essência.
Durante muitos anos, eu, Casimiro de Pina, fiz, publicamente, quando muitos "heróis" deste tempo sombrio estavam ESCONDIDOS, um combate cívico-político exemplar, em prol da Democracia, da Liberdade e do Estado de direito.
Está tudo documentado. 
Fui dos poucos a defender a Liberdade quando isso, diga-se, tinha CUSTOS elevados. Mantive sempre a minha convicção.
Mas NÃO posso ser obrigado a aceitar tudo. A ser friamente hostilizado e, como querem alguns, ficar calado e estranhamente satisfeito.
Não. 
Sou filho de boa gente.
Tenho aliás um percurso histórico, político, cultural, filosófico e científico que poucos têm neste país.
Por isso sei dizer...NÃO. 
Sei recusar tratamentos indignos e um estatuto, vá lá, de menoridade cultural e política.
E não aceito nenhum tipo de nivelamento por baixo.
Sempre que for necessário farei, então, o meu próprio caminho, com lucidez, tranquilidade de espírito e inteligência.
Não sou vassalo de ninguém.
Vou apresentar-me, agora, aos eleitores da minha ilha do Fogo como INDEPENDENTE nas legislativas de 17 de Maio. De cabeça erguida.
O povo é soberano e fará a melhor escolha.
Quero participar activamente nos debates políticos e procurar, racionalmente, os melhores rumos para esta nação.
Estou devidamente preparado e posso, se tiver esta oportunidade, ser um representante QUALIFICADO da minha ilha e de Cabo Verde em geral.
O Parlamento não deve ser reduzido a um sonante botequim, como aconteceu, infelizmente, nos últimos tempos, onde qualquer fala-barato destila a sua incorrigível ignorância.
Podemos fazer algo DIFERENTE. Com sapiência, perspicácia e outra cultura constitucional.
Julgo que esta é uma oportunidade que todas as pessoas de boa vontade devem aproveitar.
Confio plenamente na sensatez do eleitor cabo-verdiano.
Seja aquilo que o povo cabo-verdiano quiser.
Espero ser eleito, mas aceitarei a soberana decisão dos eleitores, evidentemente.
Haja apenas coerência e sabedoria.
Viva a Democracia!
#Casimiro de Pina2026. Liberdade, Justiça e Constituição#

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