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São Vicente: Associação de Ribeira de Vinha admite dificuldades para retomar feira agropecuária
O presidente da Associação Comunitária de Ribeira de Vinha afirmou que a reactivação da feira agropecuária continua condicionada pela fraca produção agrícola e pela falta de investimentos, na sequência dos prejuízos provocados pela tempestade Erin. À Inforpress, Juvenal Gomes explicou que a retoma da feira, interrompida desde 2017 e considerada uma das prioridades da actual direcção, chegou a concretizar-se em 2024 e voltou a realizar-se em Julho de 2025, mas os planos para uma nova edição foram travados pela destruição das hortas. “Quando entrei na associação a feira já estava desactivada havia seis anos. Conseguimos reactivá-la em 2024 e fizemos novamente uma edição em Julho de 2025. Já tínhamos programado outra para Outubro, por ocasião do aniversário da associação, em parceria com agricultores de Ribeira da Cruz, mas a tempestade destruiu completamente as hortas e tivemos de cancelar”, explicou. Segundo o responsável, a feira proporcionava aos agricultores e criadores de gado uma oportunidade para comercializar directamente junto do público produtos hortícolas frescos, animais, refeições prontas, artesanato e outros artigos locais. Juvenal Gomes recordou que já tinham estabelecido uma parceria com uma associação de Ribeira da Cruz, em Santo Antão, que permitiria reforçar a oferta de produtos e dar maior dinâmica ao evento, mas a redução da produção agrícola inviabilizou a iniciativa. “No ano passado estávamos de acordo para fazer uma feira em parceria com uma associação de Ribeira da Cruz. A feira tinha uma dinâmica incrível, mas depois da tempestade Erin as hortas ficaram destruídas e, neste momento, a produção é fraca. As vendedeiras chegam com as bacias quase vazias porque praticamente não há produção", afirmou. O presidente da associação admitiu, por isso, não saber se este ano estarão reunidas as condições para uma nova edição da feira. Além da quebra da produção, Juvenal Gomes apontou a necessidade de investimentos nas infra-estruturas do recinto, sobretudo na reabilitação das casas de banho e na melhoria geral do espaço. “Montar a feira não é fácil. Precisamos investir no espaço para lhe dar mais dignidade. Temos quatro casas de banho, duas para mulheres e duas para homens, mas precisam de vasos sanitários. Quem frequenta a feira precisa de ter essas condições”, sublinhou. O dirigente acrescentou que a organização do certame exige igualmente recursos financeiros e defendeu que a associação necessita de parceiros para garantir a sustentabilidade da iniciativa. “Não basta o esforço da direcção. Precisamos de parceiros para reactivar a feira e criar condições para que volte a ser um espaço de promoção da produção local”, concluiu. A Semana com Inforpress
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