terça-feira, 16 junho 2026

A ATUALIDADE

Investigador quer implementar projecto de agricultura inteligente em Cabo Verde para aumentar produção

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O professor da Universidade Técnica do Atlântico (UTA) Estanislau Lima pretende implementar um projecto de agricultura inteligente em Cabo Verde, que consiste na utilização de ferramentas de tecnologias informáticas para tornar a agricultura mais produtiva e eficiente. A informação foi avançada à imprensa por Estanislau Lima, a propósito da apresentação, no Mindelo, do projecto denominado Ap-Byte, desenvolvido em parceria com universidades das Canárias, arquipélago que já possui experiência na área da agricultura inteligente. Segundo o investigador, Cabo Verde enfrenta grandes desafios, sobretudo ao nível da escassez de água, da falta de chuva, da limitação de terrenos agrícolas, das pragas e também da tomada de decisões relativamente aos tipos de cultivo mais adequados. Por isso, explicou, o projecto tem como objectivo trazer uma solução que combina a utilização da inteligência artificial com ferramentas de teledetecção. Isto é, clarificou, consiste em utilizar a inteligência artificial para fazer previsões e avaliar a qualidade dos terrenos, bem como identificar os tipos de cultivo mais apropriados de acordo com as condições climáticas. “Com esta plataforma, pensamos que podemos superar uma barreira muito grande, que é a dificuldade em saber, por vezes, como está o terreno, como está o cultivo, qual a disponibilidade de água, quando se deve regar, quando se deve cultivar, quando se deve mudar a plantação e que tipos de fertilização devem ser utilizados”, explicou Estanislau Lima. Segundo a mesma fonte, o projecto de agricultura inteligente está dividido em várias fases e está a ser implementado em parceria com instituições como as universidades de Las Palmas e de La Laguna, além de outros parceiros internacionais. Conforme Estanislau Lima, a realização do workshop junto dos alunos da UTA tem como objectivo mostrar a aplicabilidade das soluções que já estão a ser desenvolvidas, a forma como estão a ser utilizadas e como podem ser aplicadas na agricultura. “A ideia é que, num futuro próximo, quando o projecto estiver finalizado, possamos ter esta ferramenta à disposição dos nossos agricultores e dos ministérios, de forma a utilizarem estas informações, uma vez que são vários os dados que devem ser recolhidos para que se possa praticar uma agricultura de qualidade”, afirmou. As Canárias, que partilham semelhanças geográficas e climáticas com Cabo Verde, servem de modelo tecnológico para o projecto. Segundo a representante da Universidade de Las Palmas, Âmbar Pérez García, as tecnologias de agricultura de precisão são "perfeitamente adaptáveis" à realidade cabo-verdiana. “O uso de câmaras e drones é perfeitamente aplicável em ambos os locais. Quando falamos de agricultura nas ilhas, os ‘drones’ assumem grande relevância", sublinhou a investigadora espanhola, indicando que os alunos já começaram a receber formação prática com imagens aéreas. A Semana com Inforpress

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