Partidos Políticos angolanos consideraram importante a visita do Papa Leão XIV a Angola, que acontece um ano antes das eleições gerais, esperando ouvir mensagens de paz e esperança, e que promova o uso de linguagem congregadora pelos governantes.
Em declarações à Lusa, o porta-voz da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) disse que “é grande” a expectativa relativamente à visita desta alta entidade da Igreja Católica, numa altura que o país vive graves problemas de unidade, reconciliação, estabilidade social, aumento da pobreza e “uma regressão muito grande no que à democracia diz respeito”.
“Estamos a passos largos para mais um pleito eleitoral, a justiça social é quase inexistente, uma visita do Santo Padre pode, de facto, ajudar bastante“, disse Francisco Falua.
Por sua vez, o porta-voz do Partido de Renovação Social (PRS), Gonçalo Bula, destacou o impacto positivo desta visita para o país, com um significado muito abrangente para qualquer nação, acreditando que os angolanos vão receber “mensagens de paz e de esperança”.
Gonçalo Bula adiantou que a visita de uma entidade eclesiástica vai com certeza dar o ‘input’ e fortalecer a fé dos católicos, além de todos os que têm Deus como o seu elemento de fé, bem como ajudar no fortalecimento da unidade entre os angolanos.
“Hoje as sociedades devem andar com Deus, com os princípios religiosos”, disse, salientando que os Governos têm as igrejas como parceiras da boa governação.
Já o presidente da Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA), Nimi a Nsimbi, de fé católica, disse que espera, no essencial, da visita do Papa uma mensagem de paz.
“Sou católico e toda a minha formação, a minha juventude, passei no meio católico. Normalmente, a Igreja Católica transmite uma mensagem de paz, em todo o sítio aonde vai, o Papa leva a mensagem de paz”, frisou.
Nimi a Nsimbi destacou ainda que a igreja defende, na sua mensagem, a necessidade de um olhar sobre a parte social, sobretudo para “aliviar a miséria, a pobreza”, sendo esta “a grande mensagem que se espera”.
Face aos conflitos que o mundo observa nos últimos tempos, acrescentou Fernando Dinis, uma mensagem a reiterar o seu fim “seria a melhor coisa” e para os angolanos o fortalecimento da relação entre a sociedade e a igreja.
“A sua vinda a Angola tem um significado muito importante, de paz, amor, concórdia, a consolidação das nações e o elevar do nível da espiritualidade do povo angolano”, disse o vice-presidente do PHA, destacando que o país é felizardo por receber, pela terceira vez, a visita de um Papa.
Em Angola, o Santo Padre além da visita a Luanda, capital do país, vai deslocar-se ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Muxima, na província do Icolo e Bengo, e à cidade de Saurimo, capital da província da Lunda Sul.
Esta é a terceira passagem de um Papa por Angola, depois de João Paulo II, em 1992, e Bento XVI, em 2009.
Além de Angola, Leão XIV visitará, entre 13 e 23 de abril, a Argélia, os Camarões e a Guiné Equatorial.
A Semana com Observador/Lusa







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