Em Moçambique, 18 pessoas morreram na sequência da nova vaga de inundações que se regista no país. A informação foi avançada por Luísa Meque, presidente do Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres. Desde o início da época das chuvas, em Outubro, morreram 296 pessoas e mais de um milhão foram afectadas.
As autoridades contabilizaram 18 mortes por afogamento na sequência da nova vaga de inundações deste mês de Março, nas províncias de Niassa, Sofala, Tete, Gaza e Inhambane. A informação foi dada pela presidente do Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, que apontou o dedo à população “em alguns casos” por “não querer acatar aquilo que são as várias mensagens trazidas no momento da sensibilização.”
Luísa Meque considerou satisfatória a descida do nível do caudal do rio Save, que transbordou e inundou os distritos de Machanga, em Sofala, e a vila de Nova Mambone, no distrito de Govuro, na província de Inhambane. “Acredito que até à próxima semana as famílias poderão estar dentro das suas casas porque, de facto, as águas baixaram muito”, declarou a responsável.
Em Gaza, as autoridades governamentais apontam para uma situação crítica em cinco distritos, com o transbordo do rio Limpopo.
Desde Outubro, o número de mortos na actual época das chuvas em Moçambique subiu para 296 e mais de um milhão de pessoas foram afectadas, de acordo com o INGD. Só as cheias de Janeiro provocaram, pelo menos, 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos. A passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de Fevereiro, causou mais quatro mortos. No total, 21.679 casas ficaram parcialmente destruídas, 10.179 totalmente destruídas e 204.789 inundadas, na presente época chuvosa. Ao todo, 304 unidades de saúde, 104 locais de culto e 722 escolas foram afectadas em menos de seis meses. Também foram perdidos 267.205 hectares de áreas agrícolas e afectados 8.434 quilómetros de estradas, 50 pontes e 237 aquedutos.
Desde Outubro, o INGD activou 184 centros de acomodação, que chegaram a albergar 127.426 pessoas, dos quais 53 ainda estão activos (cerca de 40 na última semana, devido às recentes inundações).
A Semana com RFI







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