sábado, 20 junho 2026

A ATUALIDADE

Guarda pesquisou Epstein no Google minutos antes de corpo ser encontrado  

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Tova Noel, guarda prisional do Centro de Detenção Metropolitana, onde estava Jeffrey Epstein, terá pesquisado o nome do predador sexual minutos antes de ser encontrado morto na cela no dia 10 de agosto de 2019. No entanto, a guarda afirmou não se lembrar dessa pesquisa.

Com a divulgação dos documentos de Jeffrey Epstein pelo Departamento de Justiça norte-americano nos últimos meses, têm surgido publicamente novos pormenores e informações ligados ao caso. Agora, veio a público o facto de uma guarda prisional - que trabalhava na prisão onde estava o magnata - o ter pesquisado no Google minutos antes de ter sido encontrado morto. 

Além disto, terá também feito um depósito de 5.000 dólares (cerca de quatro mil euros) dez dias antes da morte do magnata norte-americano. 

Note-se que a guarda prisional, Tova Noel, foi uma das funcionárias acusadas de falsificar os registos que verificavam o estado de Epstein durante a noite anterior ao seu suicídio. 

Segundo os documentos divulgados, que mostram registos do FBI, Noel terá pesquisado no Google as "últimas notícias sobre Epstein na prisão" pelas 05h42 e novamente às 05h52, cerca de 40 minutos antes de o guarda Michael Thomas ter encontrado o magnata morto.

No início daquele turno, Tova Noel, de 37 anos, comprou móveis online e dormiu uma sesta em vez de ir fazer as verificações obrigatórias a Jeffrey Epstein. O FBI, no seu exame forense de mais de 60 páginas,  salientou ainda a pesquisa feita pela guarda prisional através dos computadores da prisão.

Quando questionada sobre o assunto, em 2021, Noel negou ter feito essa pesquisa: "Não me lembro disso", disse, acrescentado que os registos do FBI não eram "precisos".

A guarda prisional alegou ainda que todos os funcionários do estabelecimento prisional deixaram de fazer as rondas à cela de Epstein e que falsificavam os registos. 

Num outro relatório do FBI, consta um depósito de cinco mil dólares. O banco informou que foram feitos um total de 12 depósitos desde abril de 2018 até ao dia 30 de julho de 2019.

Noel, note-se, começou a trabalhar no estabelecimento prisional onde Epstein estava detido em 7 de julho de 2019, cerca de um mês antes de o financista morrer. 

Há ainda um outro relatório do FBI que faz referência a uma pessoa vestida de laranja que foi ver Epstein pelas 22h40 na noite em que morreu. As autoridades acreditam que a pessoa poderá ser Tova Noel.

"Por volta das 22h40, uma guarda prisional, que se acredita ser Tova Noel transportou lençóis ou roupas de reclusos até à ala L. Foi a única vez que um guarda se aproximou da ala de segurança máxima", escreveu o FBI nos seus relatórios.

Já no seu depoimento, Noel referiu ter visto Jeffrey Epstein pela última vez "pelas 22h00" e que "nunca distribuía lençóis" ou roupas porque isso já havia sido feito no turno anterior. Disse ainda não saber porque é que o magnata tinha lençóis extra na cela e que um outro guarda, que estava de serviço, esteve a dormir entre as 22h00 e as 00h00.

De recordar que Jeffrey Epstein foi encontrado morto na cela no dia 10 de agosto de 2019 enquanto aguardava julgamento.

A Semana com NM

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