O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, respondeu às acusações de Donald Trump, afirmando que a "Ucrânia está grata aos Estados Unidos", após o presidente norte-americano ter afirmado que "a 'liderança' ucraniana não mostrou qualquer gratidão" pelos esforços para acabar a guerra.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou este domingo que a "Ucrânia está grata aos Estados Unidos", após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que "a 'liderança' ucraniana não mostrou qualquer gratidão" pelos esforços de Washington para terminar com a guerra.
No entanto, fez questão de lembrar que o "cerne de toda a situação diplomática é que foi a Rússia, e só a Rússia, que iniciou esta guerra, e é a Rússia, e só a Rússia, que se recusa a pôr-lhe fim durante toda a invasão em grande escala".
"Desde os primeiros minutos do dia 24 de fevereiro que Putin tem travado esta guerra com total desprezo por quantas pessoas do seu próprio povo perde e quantas das nossas mata", atirou, frisando que as tropas russas têm "inclinação para agir com brutalidade" e "recebem ordens explícitas que lhes permitem matar com bem entenderem".
Zelensky sublinhou que se trata de "uma guerra longa" e que a Rússia tem como "principal objetivo preservar a sua capacidade de a travar durante ainda mais tempo, e não apenas contra a Ucrânia".
"É por isso que apreciamos profundamente o facto de tantas forças e líderes estarem a trabalhar pela paz neste momento", destacou.
O presidente da Ucrânia defendeu que é necessário trabalhar com "cautela em cada ponto" e em "cada passo para a paz" porque "tudo precisa de correr bem para que esta guerra termine verdadeiramente e para que não se repita".
"Agradeço a todos os que estão a ajudar! Obrigado, Estados Unidos! Obrigado, Europa! Tenho orgulho no nosso povo. Glória à Ucrânia!", rematou.
A publicação de Zelensky surgiu horas após Donald Trump ter acusado a "liderança" da Ucrânia de não demonstrar "qualquer gratidão" pelos esforços de Washington e ter defendido que a invasão russa "jamais teria acontecido" se estivesse na Casa Branca em fevereiro de 2022.
"Herdei uma guerra que nunca deveria ter acontecido, uma guerra que é uma derrota para todos, especialmente para os milhões de pessoas que morreram desnecessariamente. A 'liderança' ucraniana não mostrou qualquer gratidão pelos nossos esforços", escreveu na sua rede social, a Truth Social.
Este domingo, as autoridades ucranianas e norte-americanas estão reunidas em Genebra, na Suíça, para discutir o acordo de paz. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, já admitiu a possibilidade de fazer "algumas alterações" ao plano após ter tido umas das reuniões "mais produtivas" de sempre com a delegação ucraniana.
Sublinhe-se que o atual plano de paz elaborado por Washington tem 28 pontos e corresponde às principais exigências russas, propondo que Kyiv limite o seu exército a um máximo de 600.000 soldados após a guerra, descarte a adesão à NATO e se retire do território que ainda controla no leste do país, na região de Donbass, que se tornaria uma zona desmilitarizada após o conflito e seria reconhecida de facto como russa.
A Semana com CNN







Terms & Conditions
Report
My comments