G20: África tem um papel incontornável na transição verde - Presidente angolano
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G20: África tem um papel incontornável na transição verde - Presidente angolano
O Presidente angolano disse hoje que a “abundância de recursos naturais e estratégicos, as reservas de biodiversidade e o potencial demográfico concedem a África um papel incontornável pelos contributos à transição verde à escala global.
Intervindo na segunda sessão da cimeira do G20, dedicada aos temas da redução do risco de catástrofes, alterações climáticas e sistemas alimentares, João Lourenço afirmou que o encontro reveste-se de “um caráter fundamental para a renovação e o reforço dos compromissos coletivos multilaterais”, em prol de um desenvolvimento global equitativo.
“Para este efeito, o continente africano contribuirá de forma ativa por intermédio da Zona de Comércio Livre Continental Africana, um dos maiores mercados económicos integrados do mundo”, destacou o chefe de Estado angolano e presidente em exercício da União Africana.João Lourenço notou que a recuperação após a pandemia realçou a importância de um mundo resiliente, mas que o planeta continua a enfrentar efeitos e impactos catastróficos do aquecimento global.“As alterações climáticas são uma realidade e têm vindo a afetar gravemente a segurança alimentar ao perturbarem os sistemas alimentares, para além de gerarem conflitos e provocarem deslocações de pessoas, agravando ainda mais a crise humanitária existente”, sublinhou.O chefe de Estado angolano referiu-se aos programas de ação africanos focados no desenvolvimento agrícola e nos sistemas alimentares, enaltecendo a liderança da presidência sul-africana no avanço da agenda global de segurança alimentar e nutricional. O G20 reúne 19 países, a União Europeia e a União Africana para coordenar políticas sobre economia global, finanças, clima e desenvolvimento sustentável. A cimeira decorre pela primeira vez em África tendo sido a presidência rotativa do G20 atribuída à África do Sul, que assumiu o compromisso de levar o fórum ao continente para reforçar a representação africana nas decisões multilaterais.MSN/Lusa
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