quinta-feira, 23 julho 2026

Praia: Escola de Ponta d´Água recebe menção honrosa com o conto “O menino que queria descobrir novas línguas” na 2.ª edição do concurso infantojuvenil “Era Uma Vez… A Minha Língua”

Já os grandes vencedores do concurso infantojuvenil foram a escola CAFE de Liquiçá, Timor-Leste, e o Instituto Tié, no Brasil, na categoria de conto e ilustração, respetivamente.  

Através do comunicado remetido ao Asemanaonline, a fonte deste jornal digital explica que a iniciativa lançada em setembro de 2024 pela Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP), sediada em Macau, é um convite à “união das novas gerações, permitindo a aprendizagem e a compreensão da construção de pontes entre realidades distintas”.

“Ao escreverem e partilharem as suas histórias, as crianças não só desenvolvem competências criativas, mas também experimentam o poder da cooperação e do respeito mútuo”, reflete.  

Foram ainda atribuídas menções honrosas ao Brasil com o conto " A Viagem de Guind”.

Já na categoria de ilustração, as duas menções foram atribuídas a Macau com a ilustração do conto São Tomé e Príncipe, e a Angola com a história de Cabo Verde.  

A iniciativa envolveu a participação de uma escola por cada país/região, num total de nove instituições e destinou-se a alunos do 5º e 6º anos de escolaridade das instituições de ensino participantes, onde o português é utilizado como língua veicular.  

Segundo a mesma fonte, cada escola concorreu com um conto original produzido individualmente ou em grupo. Numa fase posterior, os contos foram distribuídos aleatoriamente por todas as escolas participantes para a respetiva ilustração.  

Riqueza  das variantes do português e edição das obras

«A edição deste ano, “A Minha Língua”, celebra a riqueza das variantes do português e a diversidade cultural que esta língua abriga. De Portugal ao Brasil, dos países africanos de língua oficial portuguesa às comunidades asiáticas, cada história é um reflexo da vivência singular de quem a escreveu. A combinação de 'palavras e desenhos dá vida a narrativas únicas, que nos convidam a refletir sobre o poder transformante da educação e da expressão artística'», lê-se no comunicado.  

O concurso contou com padrinhos de renome internacional nas respetivas áreas, nomeadamente a escritora portuguesa Adélia Carvalho, e o cartoonista brasileiro Cau Gomez, cabendo-lhes a classificação final dos melhores contos e ilustrações em conjunto com o júri da Somos – ACLP.  

Durante o processo da leitura dos contos, a escritora Adélia Carvalho referiu que cada história contada “é uma prova de que a língua portuguesa é mais do que um instrumento de comunicação: é um elo, uma herança viva que pulsa entre os povos que a partilham”.  

Reiterou a importância da iniciativa, concluíndo que o resultado “é um testemunho da criatividade e do compromisso dessas crianças, mas também um convite a todos nós: a cuidar da língua portuguesa, a usá-la como ponte entre mundos e a garantir que ela continue a ser um espaço onde todos se reconheçam”.

Por sua vez, o ilustrador brasileiro Cau Gomes, padrinho da atividade, reconhece que o concurso organizado pela Somos – ACLP é um evento “valioso e revela a capacidade de mobilização de todos os envolvidos na educação da língua portuguesa, no sentido de reflexão e desenvolvimento de todos os países comprometidos com o ensino e a aprendizagem desde a infância.”  

Por meio do comunicado, a mesma fonte assevera que, até final de março, a Somos – ACLP irá publicar os contos em livro com as ilustrações, com os textos traduzidos e adaptados para a língua chinesa. Já o Livro “Era Uma Vez…A Minha Língua” será lançado em abril.

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Comentários

Soares
11 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
15 dias atrás

Boa sorte

Terra
5 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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